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Irã quer 'desculpas' britânicas por prisão de ex-diplomata
O presidente do Irã, Mohammad Khatami, disse que espera que o governo britânico peça desculpas formais pela prisão, na quinta-feira, do ex-embaixador iraniano na Argentina. O ex-embaixador, Hadi Soleimanpour, teve sua prisão pedida pelo juiz argentino Juan José Galeano por sua suposta participação num atentado contra um centro da comunidade judaica de Buenos Aires, em 1994, em que 84 pessoas morreram. Soleimanpour deve ser mantido sob custódia até, pelo menos, o final de agosto, quando um tribunal britânico irá decidir se o extradita para que enfrente julgamento na Argentina. Falando a uma rádio iraniana, Khatami disse que espera que “o governo britânico volte rapidamente atrás nessa ação incorreta e peça desculpas”. Motivação política “O que aconteceu teve motivação política”, afirmou o presidente iraniano. “Há forças por trás desse caso, tentando colocar a República Islâmica (do Irã) sob pressão por meio de acusações sem base e alegações sem fundamento contra Teerã.” O Irã anunciou neste sábado que estava rompendo todas as suas relações culturais e econômicas com a Argentina, em represália à ordem de prisão contra o ex-embaixador. De acordo com a agência estatal de notícias do Irã, o encarregado de negócios da Argentina no país foi informado de que seu governo seria considerado culpado por qualquer conseqüência legal e política que a decisão de prender Soleimanpour tenha. Por sua vez, o encarregado de negócios britânico recebeu o pedido de que o ex-diplomata seja libertado imediatamente. Soleimanpour, que hoje trabalha como pesquisador-assistente da Universidade de Durham (norte da Inglaterra), é acusado de ter se envolvido no planejamento e organização do atentado. Ele também teria fornecido informações aos autores do crime sobre o local e o melhor momento para realizar o atentado. O ex-embaixador, porém, nega as acusações. Tensão Além de Soleimanpour, outras sete pessoas tiveram prisão decretada pelo juiz argentino Juan José Galeano na semana passada. Mandados de prisão semelhantes, emitidos em março, causaram tensão entre as autoridades de Argentina e do Irã, e terminaram com o governo de Teerã ordenando o retorno ao Irã de seu embaixador na Argentina. No mês passado, o presidente argentino, Néstor Kirchner, disse que a falta de progresso no caso era uma “desgraça nacional” e prometeu levar os responsáveis à Justiça. A comunidade judaica da Argentina, de cerca de 300 mil pessoas, é a maior na América Latina. |
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