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Irã protesta contra ultimato da ONU sobre programa nuclear
Diplomatas iranianos se retiraram de um encontro da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) em protesto contra a decisão de exigir do país que prove até o final de outubro que não tem um programa secreto de armas nucleares. O governo iraniano nega veementemente as acusações. Um porta-voz informou que vai fazer uma "revisão profunda" de sua cooperação com a agência da ONU. A resolução aprovada pela agência também exige que o Irã reduza pela metade suas futuras operações de enriquecimento de urânio. O secretário-geral da Aiea, Mohamed El Baradei, disse que uma mensagem forte foi enviada ao país, de que ele deve colaborar total e prontamente. Rigor Baradei afirmou também que a Aiea vai adotar um modelo de ação rigorosa em seu trabalho. Correspondentes dizem que a a questão deve ser levada ao Conselho de Segurança da ONU caso essa resolução da agência não seja cumprida. Os Estados Unidos acusam o Irã de desenvolverem um programa secreto de armas atômicas sob o manto de um programa de energia elétrica. O governo iraniano afirma que está desenvolvendo tecnologia nuclear com fins absolutamente pacíficos. O encontro das 35 nações que fazem parte do quatro governantes da Aiea durou uma semana. As sessões a portas fechadas examinaram um dossiê feito por inspetores da agência que dizem ter encontrado traços da presença de um tipo de urânio usado para fazer bombas numa usina do Irã. O embaixador iraniano na agência, Ali Akbar Salehi, enfatizou que Teerã não vai aceitar nenhum prazo. "Você não pode impor prazos para um país soberano", disse ele. A Aiea vai examinar a cooperação do Irã em novembro, quando terá um novo encontro. |
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