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Abbas submete sua renúncia a Arafat
O primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas, submeteu sua renúncia neste sábado ao presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, depois da disputa de poder vista entre os dois nos últimos dias. Arafat está avaliando se aceita a renúncia do premiê, disseram autoridades. A saída de Abbas, também conhecido como Abu Mazen, deixaria os palestinos isolados diplomaticamente e aprofundaria a crise do processo de paz no Oriente Médio. Há mais de três meses no cargo, a nomeação de Abbas foi uma das condições impostas pelos Estados Unidos para patrocinar um plano de paz entre palestinos e israelenses. O gabinete do premiê israelense, Ariel Sharon, reagiu ao pedido de renúncia dizendo que não aceitará uma Autoridade Palestina controlada por Arafat. O secretário de Segurança Nacional americano, Tom Ridge, afirmou que a saída de Abbas atrasaria a retomada das negociações de paz. Ridge acrescentou que o trabalho de Abbas está sendo minado pela atuação de pessoas da própria Autoridade Palestina. A União Européia declarou que a possível renúncia de Abbas seria um retrocesso. O responsável pela política externa do bloco, Javier Solana, disse que viajará a Cairo, no Egito, para encontros com líderes árabes. "É mais uma dificuldade, uma grande tragédia, que os palestinos estejam tão divididos", afirmou o ministro do Exterior britânico, Jack Straw. Com o pedido de demissão, Abbas pode estar esperando que a pressão internacional fará com que Arafat o traga de volta ou nomeie outro primeiro-ministro com maiores poderes. Yasser Arafat vem se recusando a delegar maiores poderes a Mahmoud Abbas, limitando suas ações no combate a violência e na repressão a grupos palestinos responsáveis por atentados. Yasser Arafat tem a maior parte do controle das forças de segurança em suas mãos. |
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