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Abbas renomeia Erekat para negociar com Israel
O primeiro-ministro da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, indicou nesta quinta-feira o ex-ministro palestino Saeb Erekat para o cargo de principal negociador com Israel. Erekat ocupava o cargo até maio, quando pediu afastamento depois de não ter sido convidado para participar de uma reunião de alto escalão com representantes israelenses. Ele liderou negociações com Israel antes do início da revolta palestina de setembro de 2000, e é considerado um aliado próximo do presidente palestino, Yasser Arafat. Abbas fez o anúncio depois de um discurso que fez ao Parlamento palestino, em que fez um balanço dos seus cem primeiros dias a frente do governo. Disputa As relações entre Abbas e Arafat ficaram tensas nas últimas semanas, depois que grupos militantes palestinos decidiram encerrar uma trégua em seus ataques contra alvos israelenses. No discurso no parlamento, Abbas reconheceu que havia uma disputa entre os dois. “Eu não nego a existência de problemas em nossas relações administrativas entre o Governo e a Presidência”, disse Abbas. “Esse problema precisa ser corrigido.” Arafat e Abbas não estariam conseguindo chegar a um acordo sobre quem devem ter o controle sobre as forças de segurança palestinas, usadas para reprimir militantes de grupos como o Hamas ou o Jihad Islâmica. Na sessão desta quinta-feira no Parlamento, porém, Abbas pediu que os Estados Unidos deixem de boicotar Arafat nas negociações de paz, como vem fazendo. De acordo com o premiê, Arafat é o presidente “constitucional” e “legítimo” do povo palestino. Hudna Abbas culpou Israel pela falta de avanços no processo de paz e pelo colapso do cessar-fogo dos grupos militantes. Para ele, Israel, por meio do assassinato de ativistas islâmicos pelas forças de segurança do país, “destruiu o hudna (cessar-fogo)”. Por sua vez, Israel culpa o atentado contra um ônibus em Jerusalém, que matou 21 pessoas em 19 de agosto, pelo colapso do cessar-fogo. O primeiro-ministro palestino também disse que Estados Unidos, Rússia, União Européia e Nações Unidas deveriam se esforçar mais para implementar o plano de paz na região. Os Estados Unidos, em especial, deveria pressionar mais Israel a seguir as medidas previstas no plano, disse Abbas. Um ministro do gabinete de Abbas disse na quarta-feira à agência de notícias Reuters que ele poderia apresentar sua renúncia caso não lhe fosse concedido mais poder para reprimir os militantes – conforme o previsto no plano de paz para a região. Ainda nesta quinta-feira, Abbas deve ser submetido a um voto de confiança do Parlamento. |
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