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Ministro israelense quer Yasser Arafat no exílio
O ministro da Defesa de Israel, Shaul Mofaz, disse que o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, está atrapalhando os esforços pela paz na região e deveria ser expulso da região. "Eu acho que Israel cometeu um erro histórico ao não expulsá-lo, cerca de dois anos atrás", disse Mofaz em uma entrevista a uma rádio israelense. De acordo com o ministro, Israel precisa "encontrar o momento certo" de mandar Arafat para o exílio, para que a medida não prejudique o primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas. Mofaz também disse que isso pode ser feito "em um espaço de tempo relativamente curto, muito possivelmente neste ano". Diálogo Há cerca de um ano e meio Arafat tem vivido praticamente confinado à cidade de Ramallah, na Cisjordânia, pelas forças de segurança israelenses. Tanto as autoridades de Israel como dos Estados Unidos têm se recusado a dialogar diretamente com ele. Arafat foi acusado por representantes dos dois países de sabotar os esforços de Abbas para controlar as forças de segurança palestinas, num momento em que grupos militantes palestinos abandonaram uma trégua que vinham seguindo há sete semanas. "Arafat nunca quis chegar a um acordo conosco. Tudo o que ele quer é continuar o conflito e fazer sangrar os cidadãos de Israel", disse Mofaz. Tensão As declarações de Mofaz coincidem com um momento de aparente tensão na relação entre Arafat e Abbas, também conhecido como Abu Mazen. Nesta segunda-feira, o presidente do Parlamento palestino, Ahmed Qurei, disse que Arafat e Abbas agora se odeiam e que a rivalidade entre os dois está prejudicando o processo de paz e ajudando Israel.
Ainda nesta semana, Abbas deve ser submetido a um voto de confiança do Parlamento, quando ele apresentar um balanço de sua administração durante os seus primeiros cem dias a frente do governo. Nesta terça-feira, cerca de 200 palestinos de destaque, entre eles políticos e acadêmicos, divulgaram uma mensagem em jornais em que pedem para que Abbas e Arafat acertem suas diferenças. A mensagem pede para que os dois líderes se unam para evitar o que chamaram de "tentativa israelense de sabotar a unidade nacional" palestina. |
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