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Palestino e soldado de Israel morrem em confronto
Um confronto entre forças israelenses e militantes palestinos deixou um soldado de Israel e um palestino mortos na cidade de Nablus, na Cisjordânia, nesta sexta-feira. Os homens morreram em um tiroteio iniciado depois que 20 jipes e outros veículos militares israelenses cercaram o prédio onde estava o palestino atacado. Parte da edificação ficou destruída. Segundo os israelenses, três de seus soldados também ficaram feridos durante o confronto. O Exército israelense afirmou que o objetivo da operação era prender militantes de grupos armados. Segundo a rádio palestina, três homens foram presos e vários outros foram detidos para interrogatório. Testemunhas também dizem ter ouvido quatro grandes explosões na cidade, logo depois de as forças israelenses entrarem em Nablus. O palestino morto ainda não foi identificado, mas, segundo a agência France Presse, o grupo militante Hamas disse que pode se tratar de Mohammed al-Hanbali, líder local do braço armado do grupo, as Brigadas de Ezzedine al-Qassam. Fontes do Exército israelense dizem ter encontrado um fuzil Kalashnikov e um revólver ao lado do corpo. Disputa O confronto em Nablus coincide com uma disputa de poder entre o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, e o primeiro-ministro Mahmoud Abbas – também conhecido como Abu Mazen. Arafat e Abbas não estariam conseguindo chegar a um acordo sobre quem devem ter o controle sobre as forças de segurança palestinas, que poderiam ser usadas para prender militantes de grupos armados como o Hamas ou o Jihad Islâmico. No entanto, o ministro do Exterior, Nabil Shath, disse em entrevista ao programa Hard Talk, da BBC, que Abu Mazen teria a autoridade de reprimir esses grupos se quisesse, mas que ele próprio não quer fazer isso porque não quer "iniciar uma guerra civil". Segundo Shath, o primeiro-ministro sempre defendeu uma solução política e não militarista para os grupos militantes. Parlamento Nesta quinta-feira, em um discurso no Parlamento para marcar os cem dias no cargo, Abbas admitiu a existência da disputa e fez um apelo para que os parlamentares o apóiem. "Dêem-me a possibilidade de um apoio forte para exercer (o mandato) ou vocês podem tirá-lo de mim", afirmou Abbas. O primeiro-ministro palestino, no entanto, não chegou a propor um voto de confiança, como havia ameaçado na quarta-feira. Ainda assim, alguns parlamentares apresentaram um pedido para uma votação contra Abbas. Na entrevista ao programa Hard Talk, o ministro Nabil Shath disse ainda que o primeiro-ministro está submetido à autoridade do presidente da Autoridade Palestina e que o Parlamento não aceitaria qualquer situação que isolasse Arafat. Ciente disso, na sessão desta quinta-feira no Parlamento, porém, Abbas também disse que os Estados Unidos deixem de boicotar Arafat nas negociações de paz, como vem fazendo. O premiê também frisou que Arafat é o presidente “constitucional” e “legítimo” do povo palestino. |
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