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Milhares de xiitas lamentam morte de líder religioso
Milhares de iraquianos foram às ruas da cidade de Najaf, no Iraque, nesta terça-feira para dizer adeus ao líder xiita, aiatolá Mohammed Baqr al-Hakim, morto em uma explosão na sexta-feira. Durante a procissão, as pessoas tentaram ao máximo se aproximar de seu caixão que, na garupa de um caminhão, foi levado à mesquita central da cidade para os últimos momentos do velório. O aiatolá morreu junto com outras 120 pessoas na explosão de um carro-bomba em Najaf, na semana passada. Como parte da tradição xiita, o corpo de al-Hakim foi levado a vários templos sagrados durante três dias. Templos A polícia iraquiana se juntou a guardas dos templos islâmicos para garantir a segurança da procissão. Pelo menos um homem foi preso durante o evento. Tropas americanas e britânicas apenas monitoram a procissão. No dia seguinte à explosão, multidões estavam pedindo por revanche pela morte do aiatolá. Mas segundo a correspondente da BBC em Bagdá Valerie Jones agora a maior parte dos habitantes da região fala sobre a necessidade de haver calma e paz no Iraque. Segundo os americanos no Iraque, a explosão pode ter sido obra de simpatizantes do regime de Saddam Hussein ou de integrantes ligados à rede al-Qaeda, de Osama Bin Laden. Uma fita de áudio - possivelmente com a voz de Saddam Hussein - negando envolvimento nos bombardeios foi divulgada na televisão árabe na segunda-feira. A morte de al-Hakim foi o último exemplo da violência que tomou conta do país mesmo depois que a queda do regime Saddam Hussein foi anunciada, no dia 1º de maio. Nesta terça-feira, um carro-bomba arrancou o teto de uma estação de polícia em Bagdá, ferindo um número grande de pessoas. Na segunda-feira, outros dois soldados americanos foram mortos vítimas de uma explosão nos arredores de Bagdá. Temor Aiatolá al-Hakim tinha uma longa história de luta contra o regime de Saddam. O líder do Conselho Supremo para a Revolução Islâmica no Iraque (Sciri, na sigla em inglês) – apoiado pelo governo iraniano – tinha voltado ao Iraque depois de mais de 20 anos vivendo em exílio e, cautelosamente, apoiava a cooperação com os Estados Unidos. De acordo com a tradição xiita, um líder religioso importante deveria conduzir a cerimômia de enterro do aiatolá, mas, devido a preocupações em torno da situação de segurança, ainda não está claro se alguma das quatro autoridades xiitas mais importantes na cidade estará presente ao enterro, afirma a repórter da BBC Sadeq Saba. Entre as dezenas de milhares de xiitas que vêm se juntando à procissão, há poucas dúvidas de que aqueles fiéis a Saddam Hussein foram os responsáveis pelo ataque. Depois de semanas, o Conselho de Governo iraquiano nomeou um novo gabinete na segunda-feira, com xiitas controlado 13 dos 35 postos. Os membros do gabinete – que deverão agir como ministros de governo em uma administração interina, até que eleições sejam realizadas – representam várias comunidades, mas incluem apenas uma mulher. |
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