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Polícia 'prende quatro suspeitos' de bomba no Iraque
Quatro homens teriam sido presos neste sábado por suspeitas de participar do ataque com um carro-bomba na cidade de Najaf, no Iraque, em que mais de 90 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas, na sexta-feira. De acordo com um policial entrevistado pela agência de notícias Associated Press, os homens teriam conexões com a rede Al-Qaeda, liderada por Osama Bin Laden, e têm o objetivo de "manter o Iraque em um estado de caos". Os suspeitos foram presos enquanto uma multidão indignada se concentrava, nas imediações da mesquita da "cidade sagrada" onde o carro-bomba explodiu, para acompanhar o enterro das vítimas. Os xiitas reunidos no local da explosão – que matou um dos principais líderes xiitas do Iraque, o aiatolá Mohammed Baqr al-Hakim – entoavam palavras de ordem contra Saddam Hussein e contra os americanos. "Eles estão culpando os simpatizantes de Saddam Hussein pelo ataque, mas também estão começando a acusar cada vez mais veementemente os americanos pela falta de segurança", afirma a correspondente da BBC no local, Valerie Jones. Mortos e feridos As autoridades iraquianas confirmaram que o número de mortos no atentado está próximo de 90 pessoas. "Ao todo, acreditamos que mais de 200 tenham ficado feridos", afirmou Isa Muhammad al-Wailee, médico legista de Najaf. Um representante dos xiitas disse a um canal de TV libanês que o número de mortos atingiu 126. A comunidade internacional criticou duramente o atentado. Nenhum grupo se responsabilizou ainda pela explosão do carro-bomba, considerado um dos piores atentados no Oriente Médio nos últimos 20 anos. O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Kofi Annan, pediu calma aos iraquianos logo depois do ataque, enquanto o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que o seu país iria perseguir os responsáveis. O governo do Irã, que deu asilo ao aiatolá Hakim nos últimos 20 anos, também criticou o ataque, mas culpou – em última instância – as forças de ocupação lideradas pelos americanos por não terem sido capazes de manter a segurança no Iraque. As suspeitas dos xiitas sobre a autoria do atentado recaem sobre simpatizantes do presidente iraquiano deposto, Saddam Hussein, que teriam detonado a bomba para desestabilizar a situação política do país. Essa foi o terceiro explosivo de alta destruição a explodir em Bagdá neste mês, pouco mais de uma semana depois de outro atentado destruir parte do prédio da ONU na cidade, matando o representante especial da organização no país, Sérgio Vieira de Mello, e outras 22 pessoas. Suspeitas O porta-voz de Kofi Annan condenou o ataque "da forma mais veemente possível". "Nos próximos difíceis dias, o secretário-geral faz um apelo a todos os grupos políticos e religiosos no Iraque para que sejam evitados novos atos de violência e vingança." O presidente Bush classificou o atentado como "um sangrento ato de terrorismo que tinha o aiatolá Hakim como alvo, em um dos locais mais sagrados do islamismo xiita, e contra as esperanças de liberdade, paz e reconciliação do povo iraquiano". O atentado aconteceu na saída do Túmulo de Ali, um dos locais religiosos mais sagrados para os muçulmanos xiitas. A explosão ocorreu num momento de grande movimento de pessoas, após as tradicionais rezas da hora do almoço na sexta-feira. |
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