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Atualizado às: 30 de agosto, 2003 - 18h02 GMT (15h02 Brasília)
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Polícia 'prende quatro suspeitos' de bomba no Iraque
Xiita protesta contra atentado
Bagdá, Basra e Najaf tiveram protestos contra o atentado

Quatro homens teriam sido presos neste sábado por suspeitas de participar do ataque com um carro-bomba na cidade de Najaf, no Iraque, em que mais de 90 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas, na sexta-feira.

De acordo com um policial entrevistado pela agência de notícias Associated Press, os homens teriam conexões com a rede Al-Qaeda, liderada por Osama Bin Laden, e têm o objetivo de "manter o Iraque em um estado de caos".

Os suspeitos foram presos enquanto uma multidão indignada se concentrava, nas imediações da mesquita da "cidade sagrada" onde o carro-bomba explodiu, para acompanhar o enterro das vítimas.

Os xiitas reunidos no local da explosão – que matou um dos principais líderes xiitas do Iraque, o aiatolá Mohammed Baqr al-Hakim – entoavam palavras de ordem contra Saddam Hussein e contra os americanos.

"Eles estão culpando os simpatizantes de Saddam Hussein pelo ataque, mas também estão começando a acusar cada vez mais veementemente os americanos pela falta de segurança", afirma a correspondente da BBC no local, Valerie Jones.

Mortos e feridos

As autoridades iraquianas confirmaram que o número de mortos no atentado está próximo de 90 pessoas.

"Ao todo, acreditamos que mais de 200 tenham ficado feridos", afirmou Isa Muhammad al-Wailee, médico legista de Najaf.

Um representante dos xiitas disse a um canal de TV libanês que o número de mortos atingiu 126.

A comunidade internacional criticou duramente o atentado.

Nenhum grupo se responsabilizou ainda pela explosão do carro-bomba, considerado um dos piores atentados no Oriente Médio nos últimos 20 anos.

O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Kofi Annan, pediu calma aos iraquianos logo depois do ataque, enquanto o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que o seu país iria perseguir os responsáveis.

O governo do Irã, que deu asilo ao aiatolá Hakim nos últimos 20 anos, também criticou o ataque, mas culpou – em última instância – as forças de ocupação lideradas pelos americanos por não terem sido capazes de manter a segurança no Iraque.

As suspeitas dos xiitas sobre a autoria do atentado recaem sobre simpatizantes do presidente iraquiano deposto, Saddam Hussein, que teriam detonado a bomba para desestabilizar a situação política do país.

Essa foi o terceiro explosivo de alta destruição a explodir em Bagdá neste mês, pouco mais de uma semana depois de outro atentado destruir parte do prédio da ONU na cidade, matando o representante especial da organização no país, Sérgio Vieira de Mello, e outras 22 pessoas.

Suspeitas

O porta-voz de Kofi Annan condenou o ataque "da forma mais veemente possível".

"Nos próximos difíceis dias, o secretário-geral faz um apelo a todos os grupos políticos e religiosos no Iraque para que sejam evitados novos atos de violência e vingança."

O presidente Bush classificou o atentado como "um sangrento ato de terrorismo que tinha o aiatolá Hakim como alvo, em um dos locais mais sagrados do islamismo xiita, e contra as esperanças de liberdade, paz e reconciliação do povo iraquiano".

O atentado aconteceu na saída do Túmulo de Ali, um dos locais religiosos mais sagrados para os muçulmanos xiitas. A explosão ocorreu num momento de grande movimento de pessoas, após as tradicionais rezas da hora do almoço na sexta-feira.

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