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Milhares lamentam morte de líder xiita no Iraque
A segurança foi reforçada na cidade iraquiana de Najaf para o funeral do líder xiita, aiatolá Mohammed Baqr al-Hakim, morto em uma explosão na sexta-feira. Centenas de milhares de pessoas deverão ir para as ruas da cidade para homenagear o religioso, que estava entre as cerca de 80 pessoas que morreram no atentado. A grande procissão para o líder xiita – cujo caixão está sendo levado a templos sagrados antes do enterro, como exige a tradição xiita – já chegou à cidade de Kufah, perto de Najaf. Uma gravação atribuída ao ex-líder iraquiano Saddam Hussein estaria negando envolvimento com o ataque, segundo transmitiram os canais de TV árabes na segunda-feira. Aiatolá al-Hakim tinha uma longa história de luta contra o regime de Saddam. O líder do Conselho Supremo para a Revolução Islâmica no Iraque (Sciri, na sigla em inglês) – apoiado pelo governo iraniano – tinha voltado ao Iraque depois de mais de 20 anos vivendo em exílio e, cautelosamente, apoiava a cooperação com os Estados Unidos. Temor Depois de semanas, o Conselho de Governo iraquiano nomeou um novo gabinete na segunda-feira, com xiitas controlado 13 dos 35 postos. Os membros do gabinete – que deverão agir como ministros de governo em uma administração interina, até que eleições sejam realizadas – representam várias comunidades, mas incluem apenas uma mulher. À medida em que o caixão do aiatolá passava por vilas e cidades, as pessoas se aglomeravam segurando fotos e faixas de mensagem homenageando o líder morto. Ele deverá ser enterrado em Najaf mais tarde na terça-feira. De acordo com a tradição xiita, um líder religioso importante deveria conduzir a cerimômia de enterro do aiatolá, mas, devido a preocupações em torno da situação de segurança, ainda não está claro se alguma das quatro autoridades xiitas mais importantes na cidade estará presente ao enterro, afirma a repórter da BBC Sadeq Saba. Entre as dezenas de milhares de xiitas que vêm se juntando à procissão, há poucas dúvidas de que aqueles fiéis a Saddam Hussein foram os responsáveis pelo ataque. |
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