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França estima que 11 mil morreram em onda de calor
Necrotério em Paris
Autoridades de Paris criaram necrotérios improvisados

O Ministério da Saúde da França estima que 11.435 pessoas morreram por causa da onda de calor no país na primeira metade de agosto.

As temperaturas superaram os 40º C centígrados nas duas primeiras semanas do mês, levando a um número extraordinário de mortes, principalmente de pessoas idosas.

Com isso, necrotérios e serviços funerários ficaram superlotados.

Esses são os primeiros dados oficiais divulgados pelo governo confirmando um número tão grande de mortos.

As estimativas de mortes da principal agência funerária do país têm sido maiores do que as do governo.

Pompes Funebres Generales, que domina 25% do mercado francês, afirmou na quinta-feira que mantém sua estimativa de 13 mil mortos.

O governo francês têm sido muito criticado por médicos e pela oposição de esquerda pela forma como lidou com a crise.

Renúncia

Houve pedidos para a renúncia do ministro da Saúde, Jean-François Mattei.

Os ministros franceses prometeram um plano de ação no longo-prazo para proteger os idosos, mas advertiram que ele pode custar caro.

A França está pedindo ajuda da União Européia para lidar com as conseqüências da onda de calor.

O chefe de uma associação de médicos, Patrick Pelloux, disse à agência de notícias France Presse que muita gente ainda está morrendo por causa do calor em algumas regiões da França, e que o país deve tirar lições dessa crise.

Europa

Segundo o jornal britânico The Guardian, na Inglaterra e País de Gales, o número de mortos em conseqüência da onda de calor que atingiu quase toda a Europa pode ter chegado a 900, de acordo com dados do governo.

Temperaturas recordes e uma série de incêndios florestais mataram pelo menos 29 pessoas em outros países europeus.

Além da França, os países mais atingidos foram Itália, Croácia, Alemanha, Espanha e Portugal, que decretou estado de calamidade pública, no início do mês.

Na Itália, o centro de pesquisas estatal CRN, informou que as condições climáticas devem permanecer as mesmas até setembro. O centro descreveu a atual onda de calor como uma das cinco piores dos últimos 150 anos.

Neste verão europeu, os incêndios já destruíram 175 mil hectares de florestas no continente, principalmente em Portugal.

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