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Atualizado às: 13 de agosto, 2003 - 17h32 GMT (14h32 Brasília)
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Hospitais militares da França atenderão vítimas do calor
Mulher é atendida em hospital de Paris
Os hospitais estão lotados com pessoas afetadas pelo calor excessivo

Hospitais militares franceses - a maioria em Paris - deverão atender pessoas afetadas pela forte onda de calor no país. As unidades da rede pública estão superlotadas e não conseguem administrar as altas demandas.

Mais de 150 pessoas morreram por causa da onda de calor que já registrou temperaturas superiores a 40 graus.

A Cruz Vermelha da França também está se preparando para ajudar no atendimento das vítimas.

Tendas refrigeradas estão sendo preparadas para dar apoio a mortuários, que também sobrecarregados, segundo informou o jornal francês Le Figaro.

"Eu diria que o número de mortos em Paris está um pouco acima de 100", disse Rose-Marie Van Lerberghe, encarregada dos serviços de saúde e seguridade social nos hospitais da capital francesa.

"Infelizmente, nós tememos que haja um novo aumento no número de casos", afirmou Van Lerberghe.

Segundo ela, mais de 800 pessoas receberam tratamento em hospitais de Paris entre a última quinta-feira e a madrugada de terça-feira.

Centenas de casas em Paris ficaram sem energia elétrica na terça-feira. O superaquecimento do solo causou curtos-circuitos em sistemas subterrâneos de energia.

Os consumidores franceses já foram alertados para consumir menos energia elétrica para afastar a ameaça de apagões.

Saúde

O governo insiste que ainda não há forma de saber se o grande número de mortes foi realmente causado pelas altas temperaturas, pois muitas das vítimas já tinham problema de saúde.

O anúncio de que leitos em hospitais militares seriam disponibilizados foi feito pelo primeiro-ministro da França, Jean-Pierre Raffarin. Nos últimos dias, aumentaram as críticas de que o governo está demorando para responder à crise causada pela onda de calor no país.

Falando a jornalistas de Combloux, nos Alpes Franceses, onde se encontra em férias, Raffarin disse que os leitos extras vão aliviar especialmente a situação na área de Paris.

A maioria dos ministros está fora da capital francesa para as tradicionais férias de agosto, o que levou a críticas dos partidos de oposição e setores da mídia de que a crise não está sendo gerenciada.

Europa

O calor excessivo, que bateu recordes em várias partes da Europa, também matou até 30 pessoas na Espanha.

Na Itália, segundo o jornal La Repubblica, cerca de 20 pessoas foram encontradas mortas em suas casas em Turin em apenas um dia. Há suspeitas de que muitas delas tenham morrido em conseqüência da onda de calor.

Em muitas partes da Europa persistem incêndios florestais. Na França, na terça-feira, os bombeiros combatiam mais de 21 focos de incêndio, segundo Raffarin.

Equipes de bombeiros da Argélia, no norte da África, atravessaram o Mediterrâneo e se dirigiram para Marselha para ajudar a apagar o fogo.

Na Itália, mais de 20 focos de incêndio continuam ativos.

Alguns vinicultores na França começaram a colheita até três semanas mais cedo, depois que a França teve seu verão mais quente desde a Segunda Guerra Mundial.

Na Suíça, a temperatura chegou a 41.5 graus na segunda-feira, batendo um recorde nacional.

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