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Atualizado às: 18 de agosto, 2003 - 15h01 GMT (12h01 Brasília)
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Mortes por calor derrubam diretor da Saúde da França
Premiê Raffarin (direita)
Raffarin admite parte da responsabilidade

O diretor-geral da Saúde da França, Lucien Abenheim, apresentou sua renúncia sob críticas por não ter alertado sobre uma onde de calor que deixou milhares de mortos no país.

A notícia da sua demissão ocorreu apenas horas depois que o ministro da Saúde da França, Jean-François Mattei, anunciou que a onda de calor pode ter matado até 5.000 pessoas.

Grupos médicos e a oposição socialista criticaram o governo por não ter preparado os funcionários da área de saúde para lidar com as doenças ligadas ao calor.

"O número de 5.000 (pessoas mortas)... é plausível", afirmou o ministro Mattei.

'Ação rápida'

O ministro diz que o governo agiu rapidamente quando recebeu o alerta da onda de calor.

"Mas não tenho certeza de que tenhamos sido informados tão cedo quanto desajaríamos."

O próprio ministro recebeu pedidos para renunciar.

O primeiro-ministro da França, Jean-Pierre Raffarin, disse que admite "sua parte de responsabilidade", mas que rejeita a idéia de que "as autoridades não funcionaram direito".

O diretor-geral da Saúde disse que deve continuar no cargo até que um sucessor seja encontrado.

Neste mês, a França passou por temperaturas de mais de 40 graus.

A onda de calor que varreu a Europa já passou e agora são as tempestades que preocupam os franceses.

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