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Chirac promete investigar 'morte de 10 mil' por calor
O presidente da França, Jacques Chirac, prometeu investigar a fundo a resposta dos serviços de saúde do país à onda de calor que teria matado milhares de pessoas neste mês. Em um pronunciamento depois de uma reunião com seu gabinete de governo, o presidente qualificou a onda de calor, que submeteu a França a temperaturas na faixa dos 40º C, de “excepcional”. Acredita-se que a maioria das vítimas da onda de calor eram idosos. “Muitas pessoas frágeis morreram sozinhas em seus lares”, disse o presidente. “Hoje, o tempo é de contemplação, solidariedade e ação.” O Ministério do Interior francês teria dito que o número de mortos seria inferior a 10 mil, de acordo com a agência France Presse. Milhares de mortos A principal associação de agentes funerários do país divulgou um balanço em que afirma que 10,4 mil pessoas morreram além da média normal nas três primeiras semanas de agosto, quando a onda de calor estava em seu auge. Anteriormente, o governo havia admitido que havia uma estimativa apontando para um número máximo de 5 mil mortos além da média, no período. O Ministério da Saúde, agora, vem se recusando a confirmar tal avaliação. “O drama humano que nossos cidadãos viveram representa um julgamento à qual toda a nação está sendo submetida”, disse Chirac. O presidente francês, que foi criticado por não ter cancelado suas férias no Canadá na época da onda de calor, prometeu corrigir “as falhas que vimos nos nossos serviços de saúde”. Explicações Chirac disse que o governo estava “completamente mobilizado” para lidar com as conseqüências do calor e não negou que as autoridades tenham sido lentas ao reagir ao problema. O presidente também prometeu que os serviços de emergência do país vão passar a ter melhores condições para lidar com crises temporárias, mas não disse se irá destinar mais verbas para esses serviços. Na reunião com seu gabinete, o presidente teria cobrado explicações dos ministros envolvidos em lidar com o problema. Nesta quarta-feira, quando voltou de férias, Chirac pediu aos ministros da Saúde, do Interior, do Desenvolvimento, da Agricultura e da Indústria um balanço detalhado dos efeitos da onda de calor. |
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