|
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Principal assessor de Tony Blair renuncia ao cargo
Alastair Campbell, o principal assessor do primeiro-ministro britânico Tony Blair, anunciou nesta sexta-feira que irá deixar o governo. Assessores do governo anunciaram que o ex-assessor de imprensa do Partido Trabalhista, que governa o país, será o sucessor de Campbell. O ex-diretor de comunicação do governo é uma das figuras centrais no polêmico caso Kelly, que investiga as circustâncias da morte do cientista David Kelly, ex-funcionário do Ministério da Defesa. O jornalista da BBC Andrew Gilligan escreveu em um artigo de jornal que Kelly havia sugerido que Campbell seria o responsável por "maquiar" um dossiê sobre armas do Iraque para fortalecer a posição pró-guerra do governo. Um ataque ao Iraque, na época, contava com oposição significativa da opinião pública e parlamentares. Campbell nega veementemente que tenha trabalhado para alterar trechos do relatório e diz que o documento se baseou em informações dos serviços de inteligência. História "Foi um enorme privilégio trabalhar tão próximo à oposição e no governo, para alguém que eu acredito que a história vai julgar como um grande primeiro-ministro que promoveu transformações", afirmou Campbell. Segundo ele, sua família pagou um preço alto por sua posição e disse que sua esposa, Fiona Millar, deixaria o governo "dentro de poucas semanas". Millar é assessora da mulher de Blair, Cherie Blair. Campbell disse que planeja trabalhar em radiodifusão e escrever discursos, mas que não deseja "um outro emprego de peso". Tony Blair prestou uma homenagem ao seu diretor de comunicações, dizendo que Campbell é "um servidor imensamente capaz, destemido e leal da causa em que acredita e que se dedicou não apenas a essa causa, mas a seu país... ele era, é, e continuará sendo um bom amigo". Campbell, um ex-editor de jornal, deu depoimento num inquérito na semana passada sobre as alegações da BBC de que o governo britânico maquiou o dossiê sobre as armas do Iraque. O assessor governamental disse que já pretendia deixar o cargo na metade do ano passado, mas o primeiro-ministro pediu a ele que permanecesse no cargo para supervisionar a estratégia de comunicação do governo para questões ligadas ao Iraque. Ele disse que chegara a um acordo com o primeiro-ministro no dia 7 de abril último de que deixaria o cargo ainda neste ano. A data de sua saída ainda não foi anunciada, mas Campbell afirmou que vai continuar à disposição do inquérito presidido pelo juiz James Hutton, para apurar as circunstâncias da morte de Kelly. Campbell começou a trabalhar com Blair em 1994, quando o atual primeiro-ministro tornou-se líder do Partido Trabalhista, então na oposição. Tornou-se porta-voz oficial do primeiro-ministro quando Blair chegou ao poder com a vitória esmagadora dos trabalhistas nas urnas, em 1997. Em 2001, Campbell assumiu o posto de diretor de comunicações. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||