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Atualizado às: 15 de agosto, 2003 - 20h14 GMT (17h14 Brasília)
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Caso Kelly: assessor de Blair depõe na próxima semana
O diretor de comunicação do governo britânico, Alastair Campbell
Alastair Campbell é um dos homens fortes do governo de Tony Blair

O chefe da assessoria de comunicação do governo britânico, Alastair Campbell, será ouvido na próxima semana no inquérito sobre a morte do cientista David Kelly, na Corte Suprema em Londres.

Outros integrantes do governo que também devem ser interrogados são o chefe de Recursos Humanos, Hojathan Powell, e o porta-voz do governo, Tom Kelly, que comparou o cientista morto à figura de Walter Mitty, um personagem da literatura norte-americana dado a devaneios.

Ainda devem ser ouvidos o conselheiro do primeiro-ministro para política externa, David Manning, e o assessor de imprensa do Ministério da Defesa, Pam Teare, que teria confirmado a identidade de Kelly a jornalistas como suspeito de ser a fonte da reportagem da BBC.

Kelly aparentemente cometeu suicídio no mês passado após ter seu nome publicado na imprensa como sendo a fonte do jornalista Andrew Gilligan, autor de uma reportagem que sugeria que o governo britânico havia alterado trechos do dossiê de armas no Iraque para fortalecer a posição pró-guerra.

Assuntos internacionais

O inquérito, que teve uma pausa nesta sexta-feira, está examinando as circunstâncias da morte do cientista.

Alastair Campbell esteve no centro das discussões desde que Gilligan disse que sua fonte havia citado Campbell como responsável por "transformar" o dossiê do Iraque uma semana antes da publicação.

Campbell deve ser questionado no inquérito sobre seu papel na preparação do dossiê e seu envolvimento no fato de o nome do cientista ter se tornado público.

As autoridades já tiveram acesso à lista de reclamações que ele enviou à BBC sobre a cobertura do Iraque.

Na quinta-feira, tentou-se descobrir como a questão da BBC atingiu a cúpula do governo.

Apareceram informações de que o ministro da Defesa, Geoff Hoon, teria mudado decisões de funcionários públicos ao decidir que Kelly deveria prestar depoimento numa comissão parlamentar que investigava a atuação do governo na elaboração do dossiê.

Questões cruciais

O deputado David Davis, do Partido Conservador, de oposição, que acompanhou quase todo o inquérito, disse à BBC que "esta foi uma semana em que nenhum dos lados, para ser honesto, apareceu muito bem".

"Eu tenho que dizer no fim da semana que Gilligan está provavelmente certo no princípio e errado nos detalhes", disse ele.

Davis também afirmou que o inquérito vai se focar nas próximas semanas no porquê de Kelly ter sido nomeado como a possível fonte de Gilligan e quem autorizou sua identificação.

Depois dos depoimentos de quinta-feira, o porta-voz para Assuntos Internacionais de outro partido de oposição, o Liberal-Democrático, Menzies Campbell, disse que o ministro Hoon tem que dar algumas explicações.

"Seria esclarecedor saber se alguém no governo teve relação com a decisão do secretário de Defesa."

O diretor de Jornalismo da BBC, Richard Sambrook, e mais três reporteres da empresa incluindo Giligan já depuseram no início da semana.

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