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Conselho de governo do Iraque dialoga com países árabes
Uma delegação do Conselho de Governo do Iraque está no Egito, onde tem neste domingo reuniões com representantes do governo egípcio e da Liga Árabe – que não reconhecem o conselho como um órgão legitimamente representantivo do povo iraquiano. O atual ocupante da presidência rotativa do Conselho, Ibrahim Jafari, disse que ele e outros membros da delegação teriam uma reunião com o ministro do Exterior egípcio, Ahmed Maher, e com o secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa. Um dos principais pontos da conversa com Moussa deve ser o papel do Iraque na Liga, agora que o presidente Saddam Hussein foi afastado do poder. Embora não reconheçam o Conselho, Egito, Jordânia e a Liga Árabe disseram que estão abertos ao diálogo com seus membros. “Nova fase” O Egito é a sexta etapa de uma viagem que membros do Conselho estão fazendo pela região. Eles já visitaram Emirados Árabes Unidos, Omã, Bahrain, Kuwait e Arábia Saudita e, nesta segunda-feira, devem seguir para o Iêmen e a Jordânia. Em uma reunião em cinco de agosto, ministros do Exterior dos países árabes rejeitaram o pedido americano de enviar tropas ao Iraque e se negaram a reconhecer o Conselho de Governo. O Conselho de Segurança da ONU adotou uma resolução em que considera a formação do Conselho de Governo um fato positivo, mas que não o reconhece formalmente – como vinham querendo os Estados Unidos. O encontro no Egito acontece um dia depois de o administrador civil americano do Iraque, Paul Bremer, ter dito que o atentado contra a sede da ONU em Bagdá representou o início de uma “nova fase” na luta contra global contra grupos extremistas. Bremer disse que há poucas pistas sobre quem realizou o ataque de terça-feira, que deixou pelo menos 23 mortos – entre eles o representante especial da ONU no país, o brasileiro Sérgio Vieira de Mello. O administrador civil americano disse que o atentado teve proporções nunca antes vistas no Iraque pós-guerra. “É uma pena que o Iraque tenha se tornado um dos campos de batalha nesta guerra global”, disse Bremer. Segundo ele, há dois tipos de “terroristas estrangeiros” atuando hoje no Iraque: aqueles que vieram de países como a Síria, o Sudão e o Iêmen; e aqueles que são membros da organização extremista Ansar al-Islam, que teria ligações com a Al-Qaeda. “É preciso atuar com vontade em uma ofensiva contra o terrorismo – mate eles antes que eles matem vocês”, disse o administrador americano. Mais mortes Neste sábado, três soldados britânicos morreram em uma emboscada na cidade de Basra, no sul do Iraque. Com mais estas mortes, chega a dez o número de soldados britânicos que morreram no Iraque desde primeiro de maio. No mesmo período, o número de soldados americanos mortos no país já passa de 60. Em Kirkuk, ao norte de Bagdá, curdos e turcomanos entraram em choque, aparentemente devido à reabertura de um templo turcomano na cidade, levando à morte nove pessoas. |
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