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Atualizado às: 24 de agosto, 2003 - 10h37 GMT (07h37 Brasília)
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Conselho de governo do Iraque dialoga com países árabes
O administrador civil transitório do Iraque, Paul Bremer
Paul Bremer: atentado contra sede da ONU em Bagdá marcou início de "nova fase"

Uma delegação do Conselho de Governo do Iraque está no Egito, onde tem neste domingo reuniões com representantes do governo egípcio e da Liga Árabe – que não reconhecem o conselho como um órgão legitimamente representantivo do povo iraquiano.

O atual ocupante da presidência rotativa do Conselho, Ibrahim Jafari, disse que ele e outros membros da delegação teriam uma reunião com o ministro do Exterior egípcio, Ahmed Maher, e com o secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa.

Um dos principais pontos da conversa com Moussa deve ser o papel do Iraque na Liga, agora que o presidente Saddam Hussein foi afastado do poder.

Embora não reconheçam o Conselho, Egito, Jordânia e a Liga Árabe disseram que estão abertos ao diálogo com seus membros.

“Nova fase”

O Egito é a sexta etapa de uma viagem que membros do Conselho estão fazendo pela região. Eles já visitaram Emirados Árabes Unidos, Omã, Bahrain, Kuwait e Arábia Saudita e, nesta segunda-feira, devem seguir para o Iêmen e a Jordânia.

Em uma reunião em cinco de agosto, ministros do Exterior dos países árabes rejeitaram o pedido americano de enviar tropas ao Iraque e se negaram a reconhecer o Conselho de Governo.

O Conselho de Segurança da ONU adotou uma resolução em que considera a formação do Conselho de Governo um fato positivo, mas que não o reconhece formalmente – como vinham querendo os Estados Unidos.

O encontro no Egito acontece um dia depois de o administrador civil americano do Iraque, Paul Bremer, ter dito que o atentado contra a sede da ONU em Bagdá representou o início de uma “nova fase” na luta contra global contra grupos extremistas.

Bremer disse que há poucas pistas sobre quem realizou o ataque de terça-feira, que deixou pelo menos 23 mortos – entre eles o representante especial da ONU no país, o brasileiro Sérgio Vieira de Mello.

O administrador civil americano disse que o atentado teve proporções nunca antes vistas no Iraque pós-guerra.

“É uma pena que o Iraque tenha se tornado um dos campos de batalha nesta guerra global”, disse Bremer.

Segundo ele, há dois tipos de “terroristas estrangeiros” atuando hoje no Iraque: aqueles que vieram de países como a Síria, o Sudão e o Iêmen; e aqueles que são membros da organização extremista Ansar al-Islam, que teria ligações com a Al-Qaeda.

“É preciso atuar com vontade em uma ofensiva contra o terrorismo – mate eles antes que eles matem vocês”, disse o administrador americano.

Mais mortes

Neste sábado, três soldados britânicos morreram em uma emboscada na cidade de Basra, no sul do Iraque.

Com mais estas mortes, chega a dez o número de soldados britânicos que morreram no Iraque desde primeiro de maio. No mesmo período, o número de soldados americanos mortos no país já passa de 60.

Em Kirkuk, ao norte de Bagdá, curdos e turcomanos entraram em choque, aparentemente devido à reabertura de um templo turcomano na cidade, levando à morte nove pessoas.

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