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Grã-Bretanha defende comando dos EUA no Iraque
O ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Jack Straw, disse na quinta-feira que os Estados Unidos devem manter o controle das forças militares no Iraque, apesar dos pedidos por um maior papel para a ONU e para outros países. Falando na sede da ONU (Organização das Nações Unidas) em Nova York, Jack Straw afirmou que o governo americano tem mais tropas no Iraque do que qualquer outro país, e para que haja uma operação eficiente, "o comando tem de passar pelos Estados Unidos". Mais cedo, o secretário de Estado americano, Colin Powell, confirmou que diplomatas americanos estão trabalhando numa nova resolução que deve pedir que países que não fazem parte da atual coalizão que ocupa o Iraque "façam mais" para manter a ordem no país. A revelação foi feita depois de um encontro entre Powell e o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, em que foi discutida a situação de segurança no Iraque, depois do atentado contra a sede da ONU em Bagdá, ocorrido na terça-feira. Segundo Powell, a possibilidade de os Estados Unidos cederem a responsabilidade de manter a ordem no Iraque para a ONU não foi discutida durante a reunião. "Uma nova resolução poderia incentivar outros (a ter participação no Iraque)", disse Powell. "Nós estamos ansiosos para adotar palavras que possam pedir aos Estados-membros que façam mais. O presidente (dos Estados Unidos, George W. Bush) sempre sentiu que a ONU tem um papel vital do Iraque." Divisões na ONU Segundo diplomatas, a expectativa é que os americanos apóiem uma nova resolução que autorize o envio de uma força militar internacional expandida ao Iraque, para ajudar a manter a ordem no país. No momento, cerca de 30 países, além dos Estados Unidos, estão contribuindo para a formação da força militar de aproximadamente 22 mil soldados que estão no Iraque. Até agora, qualquer discussão na ONU sobre a possibilidade de dar à organização um espaço maior no reconstrução do Iraque tem sido prejudicada pela determinação dos Estados Unidos de manter total controle político e militar no Iraque, afirma o correspondente da BBC me Nova York, Greg Barrow. A França, a Alemanha, a Índia e o Paquistão estão entre os países que poderiam vir a enviar tropas para o Iraque. E outros países que fazem parte das Nações Unidas podem agora querer ajudar mais a organização. Mas diplomatas dizem que ainda é improvável que esses países contribuam com tropas enquanto os Estados Unidos – e não a ONU – mantenham o controle total. O vice-embaixador da França na ONU, Michel Duclos, disse que Washington terá de ampliar o papel político das Nações Unidas no Iraque para que outros países contribuam mais. "Dividir o peso e as responsabilidades em um mundo de nações iguais e soberanas também significa dividir informações e autoridade", afirmou Duclos. Tanto o Japão como a Tailândia estariam considerando a possibilidade de adiar o envio de tropas anunciado logo após o fim da guerra. O secretário da Defesa americano, Donald Rumsfeld, disse que o governo americano não tem planos de aumentar o contingente de 140 mil soldados que possui no Iraque. ONU em choque O número de mortos na explosão de terça-feira na sede da missão da ONU em Bagdá é de pelo menos 23. "Nós queremos que os funcionários da ONU e outros trabalhadores no Iraque tenham um ambiente de trabalho seguro", disse Colin Powell. Depois do encontro com Powell, o secretário-geral da ONU disse a funcionários da organização em Nova York que o ataque de terça-feira foi o mais deliberado e o mais cruel já realizado contra o pessoal da ONU. Os funcionários da organização deverão voltar às suas atividades normais no Iraque a partir de sábado. O número de empregados está sendo reduzido para cerca de cem, e alguns funcionários do setor administrativo estão sendo deslocados para bases na Jordânia e em Chipre. Na quinta-feira, a estação de TV al-Arabiya, com sede em Dubai, disse ter recebido um comunicado de um grupo até então desconhecido – os Soldados Armados do Segundo Exército de Mohammed – que afirmava ter sido responsável pelo ataque à missão da ONU no Iraque. |
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