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Atualizado às: 21 de agosto, 2003 - 16h02 GMT (13h02 Brasília)
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EUA querem que ONU estimule ação de mais países no Iraque
Colin Powell e Kofi Annan
Conversa se concentrou em formas de aumentar a segurança no Iraque

O secretário de Estado americano, Colin Powell, confirmou nesta quinta-feira que diplomatas americanos estão trabalhando numa nova resolução que deve pedir que países que não fazem parte da atual coalizão que ocupa o Iraque "façam mais" para manter a ordem no país.

A revelação foi feita em Nova York, depois de um encontro entre Powell e o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, em que foi discutida a situação de segurança no Iraque, depois do atentado contra a sede da ONU em Bagdá, ocorrido na terça-feira.

Segundo Powell, a possibilidade de os Estados Unidos cederem a responsabilidade de manter a ordem no Iraque para a ONU não foi discutida durante a reunião.

"Uma nova resolução poderia incentivar outros (a ter participação no Iraque)", disse Powell. "Nós estamos ansiosos para adotar palavras que possam pedir aos Estados-membros que façam mais. O presidente (dos Estados Unidos, George W. Bush) sempre sentiu que a ONU tem um papel vital do Iraque."

Reconciliação

Kofi Annan, por sua vez, enfatizou que, apesar da divisão dos membros do Conselho de Segurança da ONU nas semanas que antecederam a ofensiva militar contra o Iraque, há um desejo de ver a estabilidade de volta ao país.

"A questão do Iraque é de grande importância para todos, independentemente das divisões de antes da guerra", disse Annan. "Eu gostaria de ver todos se unindo."

 As Nações Unidas continuam comprometidas, a coalizão continua comprometida, e os Estados Unidos certamente continuam comprometidos em permanecer no Iraque.

Colin Powell

O secretário-geral da ONU também disse que não deve haver o uso de forças de paz das Nações Unidas no país.

Segundo diplomatas, a expectativa é que os americanos apóiem uma nova resolução que autorize o envio de uma força militar internacional expandida ao Iraque, para ajudar a manter a ordem no país.

Até agora, cerca de 30 países, além dos Estados Unidos, estão contribuindo para a formação da força militar de aproximadamente 22 mil soldados que estão no Iraque.

Alguns países, porém, têm se recusado a enviar tropas. Esse é o caso, por exemplo, da França, da Alemanha, da Índia e do Paquistão.

Britânicos

"As Nações Unidas continuam comprometidas, a coalizão continua comprometida, e os Estados Unidos certamente continuam comprometidos em permanecer no Iraque", disse Colin Powell.

"Estou muito feliz que o secretário-geral tenha reafirmado que as Nações Unidas vão permanecer em Bagdá, e nós vamos estar trabalhando com os representantes da ONU em Bagdá em assuntos de segurança."

Kofi Annan tem ainda hoje um encontro com o ministro do Exterior britânico, Jack Straw, que também deve apresentar suas idéias sobre como aumentar a segurança no Iraque.

Segundo um diplomata ouvido pela agência de notícias Reuters, os britânicos estão mais abertos à possibilidade de dar a tropas internacionais mais controle sobre algumas partes do país.

"Os britânicos vêem um tipo de situação semelhante à do Afeganistão", disse o diplomata. "Os Estados Unidos ainda gostariam de manter controle geral sobre a estratégia militar no Iraque, mas outros países poderiam controlar parte das decisões."

O número de mortos em decorrência do atentado na sede da ONU em Bagdá chegou nesta quinta-feira a 23.

Falando sobre a explosão, Kofi Annan disse que ela foi o mais "proposital" e "mal-intencionado" ataque já feito contra a ONU em toda a sua história.

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