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'Coalizão do terror' estaria agindo no Iraque
Antigos integrantes ou simpatizantes do regime de Saddam Hussein estão juntando forças com aqueles que se opõem à ocupação americana no Iraque para criar novas ameaças, segundo um comandante militar americano. O general John Abizaid disse que essa aparente aliança contra os Estados Unidos está fazendo com que o "terrorismo" seja o principal problema hoje no Iraque. Ele fez a declaração logo depois que um grupo que se denomina "Soldados Armados do Segundo Exército de Mohammed" enviou um comunicado à imprensa árabe dizendo ter sido responsável pela explosão na sede da ONU, em Bagdá, na terça-feira. O general Abizaid – chefe do comando central dos Estados Unidos – disse que tais ataques são uma evidência de que há um crescente extremismo na região da capital iraquiana e também na regiao de Tikrit, a cidade natal de Saddam. Ele disse que os ex-integrantes do regime do partido Baath têm pouco em comum ideologicamente com os que se opõem à ocupação americana, muitos dos quais teriam vindo de fora do Iraque. Mas o general disse acreditar que uma parceria contra um inimigo comum faz sentido. "Há indicações de cooperação em algumas áreas específicas", disse Abizaid em uma entrevista à imprensa. Segundo Exército O grupo Soldados Armados do Segundo Exército de Mohammed – até então desconhecido – promete lutar contra todos os estrangeiros, segundo a estação de TV al-Arabiya, que teria recebido um comunicado escrito do grupo. "Onde estavam as Nações Unidas quando os Estados Unidos e a Grã-Bretanha declararam guerra ao Iraque e mataram crianças iraquianas, velhos e mulheres?", diz o comunicado. "Agora, em relação ao seu (da ONU) trabalho de ajuda ao Iraque, tudo que eles estão fazendo é pagar os salários mensais de seus funcionários com o dinheiro obtido com o nosso petróleo", completa o grupo. Correspondentes afirmam que vários comunicados de grupos assumindo a responsabilidade por diversos ataques têm aparecido na mídia árabe nas últimas semanas. Os militares americanos dizem que é difícil determinar se algum desses grupos existem além das fitas de vídeo e dos comunicados. Ameaças O general Abizaid disse que a sofisticação dos ataques recentes – e o fato de que alguns deles têm tido como alvo iraquianos que estão cooperando com os Estados Unidos e Grã-Bretanha e também organizações internacionais – é motivo de preocupação. "O problema terrorista está se tornando a ameaça número 1 de segurança, e nós estamos gastando muito tempo, energia e recursos para identificar de onde vem essa ameaça, para entendê-la, e para poder lidar com ela", afirmou o comandante. Abizaid se recusou a dizer se o homem conhecido como "Ali Químico" – cuja prisão foi anunciada nesta quinta-feira – estaria entre os ex-integrantes do partido Baath que estariam trabalhando em conjunto com os militantes estrangeiros. Inteligência O general Abizaid – cuja opinião ecoa a declaração feita pelo secretário da Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld – disse que uma presença militar americana maior não iria necessariamente ajudar a proteger iraquianos, americanos e organizações internacionais no Iraque. "O número de tropas, de botinas por metro quadrado, não é o ponto principal", afirmou. "A questão principal é inteligência. Você precisa ter boas e sólidas informações dos serviços de inteligência em um conflito como esse", completou. O general disse ainda haver mais de 50 mil iraquianos trabalhando em conjunto com as forças americanas e britânicas em posições que envolvem o uso de armas, como policiais militares, civis e guardas de fronteira. |
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