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Programa britânico de repatriação só atrai 8 iraquianos
Desde que o governo britânico lançou um programa de repatriação voluntária de iraquianos, há cerca de dois meses, apenas oito pessoas se apresentaram para retornar ao Iraque, entre os milhares de iraquianos que vivem na Grã-Bretanha. O pequeno número de adesões ao programa oficial, classificado de fiasco por um jornal britânico, pode ser explicado por uma razão simples, segundo Hashim Ali, iraquiano de Bagdá e um dos diretores de um centro comunitário em Londres. "A situação no Iraque continua instável. Não estão matando apenas soldados americanos, da coalizão e funcionários da ONU, mas também iraquianos. Nesse clima, ninguém se sente seguro para voltar", disse Ali à BBC Brasil. Segundo o líder comunitário, que mora há 10 anos em Londres com a família, mais de 200 mil iraquianos vivem hoje na Grã-Bretanha. Incentivo O programa de repatriação oferece o equivalente a R$ 400 para o voluntário retornar, além de financiar a passagem de ida para o Iraque. Para Qasim Al-Brisem, outro integrante da comunidade iraquiana na capital britânica, o incentivo do governo não é suficiente para convencê-lo a voltar agora. "Tenho certeza de que a maioria dos que estão aqui quer voltar um dia. Eu, por exemplo, pretendo retornar para reconstruir o meu país. Mas quero visitar o Iraque antes de tomar qualquer decisão", disse o refugiado, que deixou Basra em 1998 em busca de asilo na Grã-Bretanha. Segundo Ali-Brisem, muitos na comunidade iraquiana temem que o programa de repatriação voluntária seja substituído em breve por um programa de deportações. "Muitos foram expulsos do Iraque, perderam tudo. Agora, temem ser expulsos daqui também para enfrentar um futuro incerto e perigoso no Iraque", disse Al-Brisem. O Ministério do Interior da Grã-Bretanha garante, no entanto, que não há planos para deportação de iraquianos sem o aval do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados. "A situação no Iraque ainda está bem complicada. As deportações só vão começar quando a ONU declarar a situação segura o suficiente", disse um porta-voz do Ministério do Interior à BBC Brasil. |
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