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Atualizado às: 19 de agosto, 2003 - 17h31 GMT (14h31 Brasília)
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Explosão em Bagdá mata Sérgio Vieira de Mello
Sérgio Vieira de Mello
Brasileiro foi uma das vítimas de atentado na capital iraquiana

Equipes de resgate ainda procuram por sobreviventes da explosão que atingiu a sede da ONU em Bagdá, matando pelo menos 17 pessoas, incluindo o brasileiro Sérgio Vieria de Mello, representante especial da ONU no país.

Mais de cem pessoas ficaram feridas no ataque que destruiu três andares de concreto e ocorreu no momento em que a organização realizava uma conferência sobre limpeza de minas.

Acredita-se que muitas pessoas ainda estejam presas nos escombros.

O próprio Vieira de Mello – de 55 anos – ficou presos nos escombros do prédio por várias horas antes de morrer.

Um porta-voz da ONU em Bagdá, Salim Lone, disse que a explosão ocorreu diretamente abaixo do escritório utilizado por Vieira de Mello.

Condenação

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, condenou o ataque como um "crime não só contra as Nações Unidas, mas contra o próprio Iraque".

"Nada pode justificar esse ato de violência assassina contra homens e mulheres que foram ao Iraque para ajudar o povo iraquiano", disse Annan em um comunicado.

Annan deverá falar ao Conselho de Segurança da ONU na quarta-feira.

Entre os mortos no ataque também estavam o coordenador do Unicef no Iraque e vários funcionários do Banco Mundial.

Sede da ONU em Bagdá
Explosão destruiu boa parte da sede da ONU em Bagdá

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que o seu país "não vai ser intimidado" pelo ataque à ONU.

O administrador americano no país, Paul Bremer, prometeu encontrar os responsáveis pelo atentado.

"Nós removeremos tudo para encontrar as pessoas que fizeram isso", afirmou Bremer.

O diplomata sírio que atualmente está na presidência do Conselho de Segurança da ONU disse que a organização não deveria ser desviada de seu trabalho.

'Parceira'

O analista da BBC Roger Hardy disse que os responsáveis pelo ataque podem ter escolhido o prédio da ONU por considerarem a organização como um parceiro dos Estados Unidos na ocupação do Iraque.

Hardy afirma, no entanto, que a maioria dos iraquianos não aparenta concordar e quer um papel maior para a ONU no país.

Os iraquianos, em geral, segundo o analista, tendem a concentrar a sua revolta nos americanos.

A correspondente da BBC em Bagdá, Valerie Jones, disse que a explosão foi ouvida em uma grande área da capital iraquiana.

Janelas de prédios a mais de 1 km de distância foram atingidas pela explosão.

Centenas de funcionários da ONU trabalhavam normalmente no prédio, um velho hotel no leste de Bagdá, segundo a agência de notícias Reuters.

O ataque ocorre depois de uma série de ataques realizados por grupos que se opõem à ocupação americana no Iraque.

Pelo menos 60 soldados americanos morreram no Iraque desde o dia 1º de maio, quando o presidente americano declarou o fim dos principais combates no país.

No dia 7 de agosto, onze pessoas morreram em um ataque a bomba contra a embaixada da Jordânia na capital iraquiana.

O novo comandante americano para o Oriente Médio e Ásia Central, general John Abizaid, disse, quando assumiu o posto, que as forças americanas e britânicas parecem estar enfrentando uma sistemática ação de guerrilha.

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