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EUA suspeitam de seguranças da sede da ONU em Bagdá
Investigadores americanos estão apurando denúncias de que seguranças que trabalhavam na sede da ONU em Bagdá teriam participado da organização do atentado de terça-feira no local. Uma autoridade dos Estados Unidos disse que os guardas foram escolhidos para a função durante o regime de Saddam Hussein e ainda mantêm contato com os agora extintos serviços de inteligência iraquianos. Depois da guerra e da queda de Saddam, a ONU continuou a empregar os mesmos guardas – que, antes, ajudavam o governo de Bagdá a monitorar as atividades dos inspetores internacionais de armas. O atentado teria sido realizado com um caminhão carregado com explosivos, que foi conduzido para perto da janela do escritório do brasileiro Sérgio Vieira de Mello, representante especial da ONU no Iraque. Inteligência Além de Vieira de Mello, pelo menos outras 22 pessoas morreram no ataque. Um alto funcionário das Nações Unidas disse à agência France Presse que os responsáveis pelo atentado "claramente tiveram apoio de seguranças iraquianos de dentro (da sede da ONU) que passaram informações aos que planejavam o atentado". "Foi um ataque bem preparado. O alvo era Sérgio Vieira de Mello, isso está muito claro", acrescentou. Agentes do FBI (a polícia federal americana) estão se concentrando nessa pista na busca pelos autores do crime. O local e o horário da ação reforçam as suspeitas de que os autores do ataque tenham recebido informações precisas sobre a rotina de trabalho no escritório da ONU no hotel Canal, à beira do rio Tigre, em Bagdá. |
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