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Explosão em ônibus deixa 20 mortos em Jerusalém
Um atentado suicida deixou nesta terça-feira pelo menos 20 mortos, incluindo o autor do ataque, e cerca de 80 feridos em um ônibus na cidade de Jerusalém, de acordo com a polícia israelense. A explosão ocorreu por volta das 21h locais (15h no horário de Brasília), em um bairro predominantemente ortodoxo, perto da antiga linha de divisão entre o leste e o oeste de Jerusalém. O governo israelense respondeu ao ataque interrompendo todos os contatos com a liderança palestina e congelando todas as negociações sobre a entrega do controle da segurança de cidades da Cisjordânida, segundo correspondente da BBC em Jerusalém, Chris Morris. Relatos dão conta de que a parte dianteira do ônibus foi o foco central da explosão. Um outro ônibus, que passava perto do local na hora da explosão, também foi atingido. Dezenas de ambulâncias foram enviadas ao local, e a polícia - armada com metralhadoras - isolou a região do ataque. Dois grupos militantes palestinos afirmaram ter sido responsáveis pelo atentado. Primeiro, o grupo Jihad Islâmica disse estar por trás do ataque. A organização havia prometido vingança depois que tropas israelenses mataram um de seus líderes em Hebron, na semana passada. Mais tarde, um video divulgado em Hebron mostrava um homem que se identificava como integrante do Hamas e anunciava que ele iria realizar a explosão suicida. Condenação O primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas - também conhecido como Abu Mazen -, condenou duramente o bombardeio. Abbas descreveu o ataque como um "ato horrível que não serve aos interesses palestinos". O premiê palestino fez a declaração na Faixa da Gaza, onde se encontrava com militantes da Jihad Islâmica para tentar persuadi-los a adotar uma trégua nos ataques contra alvos israelenses. O presidente americano, GeorgeW. Bush, disse que a Autoridade Palestina precisa agir para "desmantelar e destruir" grupos militantes e afirmou que os Estados Unidos estão preparados para ajudar. O ritmo da violência no conflito entre israelenses e palestinos tem diminuído significativamente desde que grupos militantes palestinos – incluindo o Hamas e a Jihad Islâmica – declararam um cessar-fogo no fim de junho. A explosão desta terça-feira foi a pior ocorrida em Jerusalém desde que uma explosão em um ônibus matou pelo menos 17 pessoas em meados de junho. Negociações O atentado ameaça as negociações entre israelenses e palestinos que discutiam um acordo sobre o controle nas cidades de Qalqilya e Jericó, na Cisjordânia. O acordo determinaria a passagem das cidades para o controle dos palestinos, em troca da prisão de militantes procurados por Israel. No último fim de semana, as negociações já haviam fracassado por causa das preocupações de Israel com a segurança na região. |
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