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Atualizado às: 15 de agosto, 2003 - 17h59 GMT (14h59 Brasília)
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Entrevista: Duarte Frutos quer 'mudar história' do país

O presidente do Paraguai, Nicador Duarte Frutos
O novo presidente do Paraguai concedeu entrevista exclusiva à BBC

Nicanor Duarte Frutos assumiu nesta sexta-feira a presidência do Paraguai e, para muitos, seu mandato será cheio de desafios, especialmente os relacionados à luta contra a corrupção e à falta de credibilidade do Executivo.

Duarte Frutos concedeu esta entrevista exclusiva a Andrea Machaín, correspondente da BBC no país.

Quais são os objetivos do seu mandato?

Queremos mudar a história de um governo que, infelizmente, tem deixado de ser um interlocutor sério e confiável para a comunidade nacional e internacional, por sua ineficiência e falta de consciência histórica.

Queremos um país previsível, um estado de direito que ofereça garantias ao investimento e que trabalhe pela paz social, que é uma condição indispensável para a estabilidade política.

O senhor se considera um revolucionário?

Creio que sou um líder emergente, de ruptura de antigos paradigmas que empobreceram o Paraguai e dividiram a sociedade.

Vamos colocar em prática um processo revolucionário na política, na economia e no social. Tudo isso é um marco da democracia.

O senhor tem colocado muita ênfase na moralização do país. Está disposto a pagar o preço político por essas reformas?

Para mim, a pedagogia mais importante no que diz respeito à moralidade é o exemplo. Tivemos presidentes que chegaram ao poder para defender suas empresas, destruir a competência e acumular fortunas.

Obviamente, com essa motivação, a corrupção se generalizou e, em vez de se produzir uma relação transparente e fecunda para o país, a situação terminou se convertendo em uma permanente extorsão entre os poderes, chantagem recíproca para legimitar a corrupção.

Quando temos um presidente, como é o nosso caso, que chega ao Executivo sem ter pactuado com as oligarquias econômicas familiares parasitárias do meu partido e do país, as coisas podem mudar.

Não sou parte de nenhum grupo econômico, nem fui catapultado à presidência por corporações, grêmios ou poderes paralelos.

Isso me permite atuar com liberdade entendendo muito bem toda a conseqüência que isso pode gerar, ao pretender interromper uma sociedade de privilégios.

Virão reações de círculos poderosos, tentativas de sabotagem, mas estou seguro de que no Paraguai somos muito mais os que queremos terminar com essa sociedade de privilégios.

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