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Presidente Macchi é proibido de deixar o Paraguai
Assim que entregar o cargo ao presidente eleito, Nicanor Duarte Frutos, nesta sexta-feira, o atual presidente paraguaio, Luis González Macchi, estará proibido de deixar o país. A decisão foi tomada nesta quinta-feira pelo juiz Hugo Sosa Pasmor, a pedido do promotor público Javier Contreras, que investiga a participação do presidente num escândalo de desvio de US$ 16 milhões durante a liquidação dos bancos Unión e Oriental. Quando soube que Contreras faria o pedido, na quarta-feira, Macchi disse brincando aos jornalistas que não tinha medo de ir para a cadeia. Ele disse que encararia esse período como uma pré-temporada para perder os sete quilos que ganhou na Presidência e retornar à forma física necessária para voltar a jogar futebol. O presidente perde a imunidade para ser processado assim que deixar o cargo. Estados Unidos Além de ficar impedido de deixar o país, Macchi terá que se apresentar à Justiça uma vez por mês e terá que ter residência. Há dois anos, o promotor pediu autorização judicial para investigar Macchi, mas o juiz negou alegando que a lei não permitee a investigação do presidente. Com o fim da imunidade, Pasmor entendeu que acabou o impedimento legal para que ele seja investigado. Macchi já havia anunciado sua intenção de viajar para os Estados Unidos, de férias, assim que terminasse o mandato. O presidente paraguaio, que se elegeu senador e assumiu o cargo em 1999, quando era presidente do Congresso e o presidente Raul Cubas renunciou ao ser acusado de mandar matar o vice, Luis Maria Argaña. Macchi deixa o governo sob críticas pesadas da imprensa e com a popularidade em baixa. O jornal ABC Color traz nesta quinta-feira um suplemento especial entitulado "Inventário de um país em bancarrota", com um balanço do governo do presidente. Os outros jornais seguem na mesma linha. O Última Hora faz um retrato do país entregue ao novo presidente e motra que todos os indicadores econômicos e sociais pioraram no país entre 1998 e 2003. Num encontro informal com jornalistas que cobriram seu governo, na quarta-feira, Macchi reclamou que a imprensa passou à população a imagem de que ele é um "borracho" (bêbado). "Quem não me conhece pensa que é verdade, mas faz exatamente 1.500 dias que não me embriago", afirmou o presidente. |
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