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Novo presidente da Libéria pede paz a rebeldes
O presidente interino da Libéria, Moses Blah, pediu nesta terça-feira, em seu primeiro dia de trabalho no cargo, que os rebeldes deixem suas armas e ajudem o governo a reconstruir o país. Forças americanas a postos na costa liberiana estão preparadas para auxiliar na retirada de suprimentos urgentemente esperados pela população do porto da capital Monróvia. Mesmo depois da renúncia do presidente Charles Taylor, na segunda-feira, o porto ainda é dominado pelos rebeldes que estavam lutando contra o governo. O presidente americano, George W. Bush, elogiou a renúncia, dizendo que foi "um importante passo rumo a um futuro melhor para o povo liberiano". Três navios de guerra norte-americanos foram vistos perto da costa pela primeira vez desde que Taylor se refugiou na Nigéria logo após deixar o poder. Reunião Blah deve se encontrar com o comandante americano, Thomas Turner, nesta terça-feira. Muitas pessoas têm esperança que dessa reunião saia um compromisso de as tropas americanas ajudarem as forças de paz nigerianas a controlar o país devastado por anos de conflito. O presidente interino enfatizou a condição crítica na capital, que, segundo ele, precisa desesperadamente de comida e combustível. Os Estados Unidos não revelaram se seus soldados vão desembarcar para auxiliar as tropas de países do oeste da África lideradas pela Nigéria, que começaram a atuar em Monróvia na semana passada. Entretanto, o secretário de Estado, Colin Powell, afirmou que os militares americanos estão prontos a orientar tropas internacionais sobre como distribuir ajuda humanitária a partir do porto de Monróvia, região controlada pelos rebeldes. Dezenas de milhares de pessoas ficaram isoladas e com pouca ou nenhuma comida durante semanas de combates entre tropas leais ao governo e os rebeldes na capital. O correspondente da BBC em Monróvia disse que, com a partida de Charles Taylor, os soldados do oeste da África que já estão na cidade terão agora uma grande responsabilidade. Eles devem ter auxílio da ONU, que pretende retomar suas operações de ajuda emergencial na Libéria na terça-feira, assim que as condições de segurança permitirem. Através de seu porta-voz, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, disse esperar que a partida de Taylor iria "finalmente marcar o início do fim do longo pesadelo do povo liberiano". Temporário Moses Blah, que fez juramento para suceder Charles Taylor na segunda-feira, deve ficar no poder até outubro. Estima-se que a partir daí um governo de unidade nacional assuma o poder. A composição desse governo está sendo negociada em Gana. |
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