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Bloco africano reafirma envio de tropas à Libéria
Líderes dos países da África Ocidental anunciaram nesta quinta-feira que os primeiros 1,5 mil soldados de uma força de paz vão entrar na Libéria no início da semana que vem. Dentro de três semanas, o efetivo de paz no país deve alcançar 3,2 mil soldados, de acordo com representantes da Comunidade Econômica dos Países da África Ocidental (Ecowas, na sigla em inglês), reunidos em Gana. A Ecowas também deve enviar na sexta-feira uma comitiva ao país, encarregada de convencer o presidente liberiano, Charles Taylor, a deixar o poder. Taylor, no entanto, teria afirmado à agência de notícias AFP que não pretende "necessariamente" obedecer ao ultimato e entregar o poder na próxima semana. Alvíssaras O anúncio do envio da força de paz ocorre no momento em que os combates pela capital liberiana, Monróvia, foram interrompidos. Milhares de moradores foram às ruas da cidade para saudar os dez peritos militares que chegaram à capital liberiana para preparar a chegada das tropas. "Não à guerra, queremos paz", gritaram os liberianos, esperançosos de que a chegada dos especialistas tenha marcado o fim da batalha de 13 dias pelo controle da cidade. Em outra injeção de ânimo para os moradores de Monróvia, um avião de carga do comitê internacional da Cruz Vermelha entregou material médico de emergência e um caminhão de água. No dia 4 de julho, a Ecowas anunciara que enviaria tropas de paz compostas, na maior parte, por soldados nigerianos para a Libéria, mas o deslocamento acabou sendo prejudicado por conflitos e discussões sobre quem iria pagar a conta da operação. Os Estados Unidos, que resistiram a repetidos pedidos de envio de tropas ao país, apresentaram um projeto de resolução ao Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), que permitiria a entrada imediata de uma força internacional na Libéria. Resolução da ONU A resolução, que deve ser aprovada sem necessidade de votação, prevê:
Annan disse que os líderes da África Ocidental deixaram claro que estão prontos para enviar soldados à Libéria, mas que precisam de apoio financeiro e logístico, inclusive transporte aéreo. Navios de guerra americanos enviados ao país estariam a três dias da chegada, mas têm ordens de aguardar na costa. |
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