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Atualizado às: 30 de julho, 2003 - 18h33 GMT (15h33 Brasília)
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Militares preparam caminho para força de paz na Libéria
Civis em Monrovia tentam escapar de tiroteio
Moradores de Monrovia encurralados na linha de fogo entre rebeldes e tropas do governo

Uma equipe de investigação militar chegou à Libéria com o objetivo de preparar o caminho para uma força de paz a ser enviada ao país.

Oficiais britânicos, americanos e de países da África Ocidental fazem parte da missão.

Eles entraram no país pela fronteira com Gana, onde as negociações para encerrar o conflito na Libéria fracassaram.

A equipe ficará no país nos próximos dias, avaliando a situação na capital, Monróvia, e em seus arredores.

Batalhas

Monróvia voltou a ser palco de intensas batalhas apesar do anúncio de um cessar-fogo unilateral das forças rebeldes na terça-feira.

Os rebeldes dizem que os civis locais estão implorando para que eles não se retirem de Monróvia para protegê-los contra os soldados do governo liberiano.

Uma manifestação pedindo que os rebeldes permanecessem na capital foi organizada por um grupo chamado Cidadãos Preocupados, que diz temer assassinatos, saques e estupros por parte das tropas governamentais.

Nesta quarta-feira, tiroteios foram ouvidos em duas pontes estratégicas controladas pelas tropas do governo. As pontes fazem a ligação entre o centro de Monróvia e o porto da cidade, ocupado pelos rebeldes.

Proposta rejeitada

O governo da Libéria rejeitou a oferta do principal grupo rebelde, o Lurd, que disse que suspenderia os ataques caso seus guerrilheiros fossem autorizados a permanecer onde estão até a chegada da força de paz.

O governo insiste que os rebeldes encerrem o cerco a Monróvia, que já dura mais de dez dias, e saiam da cidade.

O correspondente da BBC em Monróvia, Paul Welsh, disse que as condições na capital são "péssimas", com mais crianças ficando desnutridas enquanto o estoque de alimentos e água potável se torna perigosamente limitado.

Os preços dos mantimentos estão subindo e o alimento básico do país, o arroz, está desaparecendo das prateleiras do país.

Os rebeldes têm o controle dos estoques de comida da capital, na área portuária de Monróvia, e estão sendo acusados pelo governo de saquear os mantimentos.

As forças rebeldes se defendem dizendo que estão apenas dando comida aos famintos.

Outro grupo rebelde capturou a segunda cidade do país, Buchanan, no início da semana, cortando a última rota que havia sobrado para o transporte de comida a áreas da capital controladas pelo governo.

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