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Cresce rumor sobre demissão de assessor de Blair
Os rumores sobre a possível demissão do assessor de imprensa de Tony Blair, primeiro-ministro britânico, estão cada vez mais fortes diante da polêmica sobre a morte do perito em armas David Kelly, do Ministério da Defesa. Uma fonte que pediu anonimato disse à BBC que Alastair Campbell já disse a Blair que pretende entregar o cargo assim que o seu nome for "limpo" no relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o aparente suicídio de Kelly. O perito teria sido a principal fonte de uma reportagem da BBC que acusava o governo britânico de ter "maquiado" o dossiê sobre armas ilegais no Iraque. No entanto, o gabinete de Blair desmentiu essas alegações sobre o suposto afastamento de Campbell, classificando-as de "vã esperança". "O editor de política da BBC, Andrew Marr, não conversou com Alastair Campbell sobre esse assunto", disse o porta-voz oficial de Downing Street. 'Fofoca' "Esse é outro exemplo de como a BBC se fixa em fofocas em vez de substância. A questão central continua sendo que a BBC transmitiu alegações infundadas, e nós mantemos a nossa posição sobre o assunto, que está sendo examinado pela CPI Hutton", afirmou o porta-voz. Marr afirmou que Campbell conversou com Blair sobre o seu futuro na quinta-feira e que ambos concordaram que seria melhor deixar a CPI publicar o seu relatório antes de qualquer decisão. Caso contrário, a saída de Campbell poderia ser interpretada como uma admissão de que o governo fez algo de errado. "Não tenho dúvidas de que, no pé em que estamos agora, Alastair Campbell está decidido a sair e que o primeiro-ministro sabe disso e concordou", afirmou Marr em um programa de rádio da BBC. "Claro, todo mundo é humano, as pessoas podem mudar de idéia, mas, no momento, ele vai sair (do governo) neste ano." Segundo semestre Marr disse que, dependendo de quanto tempo a CPI Hutton durar, Campbell poderia entregar o cargo ainda no início do segundo semestre. Campbell diz que sua honra será vingada pela CPI, segundo Marr. A saída dele do governo pode significar uma reestruturação total de como o Partido Trabalhista lida com a imprensa. O assessor de Blair é tido como um dos integrantes do pequeno grupo que teria criado o "novo trabalhismo". Ele está ao lado de Blair desde que o primeiro-ministro assumiu a liderança do partido, em 1990. O assessor está envolvido até o pescoço na polêmica entre a BBC e o governo britânico. Ele nega veementemente ter inserido no dossiê britânico sobre a existência de armas de destruição em massa do Iraque a alegação de que o país seria capaz de lançar um ataque em apenas 45 minutos. |
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