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Kirchner anula decreto que protegia militares
O presidente da Argentina, Néstor Kirchner, anulou um decreto aprovado em 2001 que impedia a extradição de argentinos processados em outros países por crimes contra a humanidade. A medida abre caminho para a extradição de mais de 40 militares e ex-militares argentinos para a Espanha, onde eles respondem a processos por crimes cometidos durante a ditadura militar no país (1976-1983). O juiz espanhol que pediu as extradições tem um prazo de 30 dias a partir da prisão de todos os acusados para reenviar à Argentina todas as informações pertinentes a fim de viabilizar as extradições. Agora, a decisão sobre os pedidos de extradição está nas mãos da Justiça argentina. Prisões O decreto anulado, aprovado pelo ex-presidente Fernando de la Rúa, permitia ao Poder Executivo negar automaticamente os pedidos de extradição por crimes cometidos dentro da Argentina. Nesta quinta-feira, o juiz Rodolfo Canicoba Corral havia pedido a prisão dos militares e ex-militares, o que dependia da anulação do decreto que os protegia. Um dos militares procurados pela Justiça espanhola, Juan Antonio Azic, tentou se matar antes de divulgada a decisão do presidente Kirchner. Vários militares já teriam sido presos, entre eles Alfredo Astiz, que atuou como capitão de armada e ficou conhecido como Anjo da Morte pelos seus crimes. |
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