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Para Blair, 'perigo com Coréia do Norte não pode ser ignorado'
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, chegou neste domingo à Coréia do Sul, onde deve repetir as declarações dadas no Japão de que o perigo representado pelo programa de armas nucleares da Coréia do Norte não pode ser ignorado. Em reportagem divulgada no sábado pelo jornal americano The New York Times, representantes do governo dos Estados Unidos sugerem que a Coréia do Norte teria montado um local secreto para a produção de plutônio, elemento usado na fabricação de armas nucleares. Segundo as autoridades americanas, equipamentos de monitoramento posicionados nas fronteiras norte-coreanas teriam detectado a presença de criptônio-85, um gás produzido quando combustível nuclear é convertido em plutônio. A reportagem informou que as análises feitas por computador rejeitam a idéia de que a fonte de origem do gás seria a principal usina nuclear da Coréia do Norte, Yongbyon o que implicaria na existência de outra fábrica, escondida. 'Ameaça' O governo ameriano afirmou que a Coréia do Norte não faz um "uso legítimo" do plutônio. Na sexta-feira, o diretor geral da Agência Internacional de Energia Atômica, Mohamed El-Baradei, afirmou que o governo norte-coreano é "a mais séria ameaça" à proliferação de armas nucleares. El-Baradei expressou suas preocupações depois de divulgados novos relatórios dizendo que a Coréia do Norte está reprocessando varetas de combustível. Na semana passada, o país afirmou ter produzido plutônio suficiente para começar a fazer bombas nucleares. A Coréia do Sul é a segunda parada de Tony Blair na Ásia. Em sua visita a Seul, Blair deve se encontrar com o presidente Roh Moo-hyun para discutir assuntos comerciais e também a questão da Coréia do Norte. Representantes do governo sul-coreano afirmaram esperar que Blair possa usar sua influência no cenário mundial para incentivar uma solução diplomática para a crise. O premiê está dando seu apoio aos Estados Unidos em seu pedido por negociações envolvendo os principais países da região. Apesar de toda a polêmica em torno da Coréia do Norte, a visita de Tony Blair a Ásia continua a ser ofuscada pela morte do especialistas em armas de destruição em massa David Kelly. No sábado, Blair afirmou que não vai comentar a misteriosa morte de Kelly até que "os fatos sejam esclarecidos". |
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