|
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Grã-Bretanha abre inquérito sobre David Kelly
O governo da Grã-Bretanha anunciou a abertura de um inquérito independente para apurar o desaparecimento e provável morte do especialista em armas de destruição em massa David Kelly. Kelly, de 59 anos, foi inspetor de armas da ONU no Iraque nos anos 90 e era conselheiro do Ministério da Defesa da Grã-Bretanha. Um corpo, ainda não formalmente identificado, mas que bate com a descrição de Kelly, foi encontrado nesta sexta-feira perto da casa do assessor, no interior da Inglaterra. Nas últimas semanas, o nome de David Kelly foi citado em jornais do país, que especularam se ele seria ou não a fonte de uma reportagem da BBC que dizia que o governo britânico "maquiou" um dossiê do governo para justificar a guerra contra o Iraque. Blair O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, lamentou a provável morte do assessor, chamando-a de "tragédia absolutamente terrível", e disse que a imprensa e os políticos do país devem respeitar a memória de Kelly. Familiares do especialista em armas disseram que ele estava ainda se recuperando do estresse a que foi submetido nesta semana, quando foi interrogado pelo Comitê de Relações Exteriores do Parlamento sobre como o governo britânico justificou a invasão do Iraque. Kelly negou que tivesse sido a principal fonte da reportagem da BBC, mas admitiu ter conversado com o jornalista responsável por ela, Andrew Gilligan. A polêmica entre o governo e a BBC fez com que Kelly estivesse no centro das atenções da imprensa. O corpo tido como o do conselheiro foi encontrado perto de Farringdon, na região de Oxfordshire, a cerca de 8 km da residência de Kelly, um dia depois que sua família informou às autoridades seu desaparecimento. A Polícia disse que as roupas e o corpo se assemelham à descrição de Kelly, mas não confirmou sua identidade. Fontes do Ministério da Defesa disseram que o inquérito sobre a morte de Kelly não deve analisar fatos que relacionavam Kelly às discussões sobre as justificativas apresentadas pelo governo britânico para ir à guerra contra o Iraque. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||