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Invasão do Iraque será justificada pela história, diz Blair
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, disse em seu discurso no Congresso americano que a invasão do Iraque será justificada, mesmo que não sejam encontradas armas de destruição em massa. O discurso marcou o começo da visita de Blair a Washington, que deve ser dominada por temas como o Iraque e o processo de paz no Oriente Médio. "Será que podemos ter certeza de que o terrorismo e as armas de destruição em massa se juntarão? Vamos dizer uma coisa: se estivermos errados, teremos destruído uma ameaça que, pelo menos, é responsável por sofrimento e matança", disse Blair. "Isso é algo que, tenho certeza, a história vai absolver." Essa foi a primeira vez em que Blair admitiu que as armas de destruição em massa, usadas por ele e pelo presidente americano, George W. Bush, para argumentar a favor da guerra contra o Iraque, podem não ser encontradas. Hesitação "Mas se os nossos críticos estão errados, se estamos certos como acredito (...), e não agimos, então teremos hesitado diante dessa ameaça, quando deveriamos ter oferecido liderança. Isso é algo que a história não perdoará." Os parlamentares dos Estados Unidos aplaudiram Blair de pé, longamente, antes e depois do discurso. A visita de Blair ocorre em meio a grandes polêmicas sobre os motivos apontados pelos dois países para justificar a guerra no Iraque. Além de disputas entre os serviços de inteligência britânico e americano, Blair está sofrendo pressão em casa para pedir aos Estados Unidos que liberem dois prisioneiros britânicos da base naval de Guantánamo. Diferenças O pai de Moazzam Begg, um dos detentos, disse à BBC nesta quinta-feira que Blair precisa utilizar este encontro para convencer Bush que os dois receberão julgamento adequado na Grã-Bretanha. O pedido de Begg é apoiado também pela família do outro dentento, Feroz Abassi, e ainda por mais de 200 parlamentares britânicos. Grã-Bretanha e Estados Unidos, que lideraram a guerra no Iraque, começaram a mostrar diferenças após o governo britânico ter alegado que Saddam Hussein havia tentado comprar urânio do Níger. A informação, utilizada pela agência de inteligência americana, a CIA, foi parar no discurso do Estado da União, realizado por Bush em janeiro. A Casa Branca disse que Bush não deveria ter mencionado a afirmação, mas Blair continua defendendo as alegações e dizendo que confia no serviço de inteligência britânico. Inspetores de armas da ONU dizem que as alegações baseiam-se em documentos falsos. União Nesta quinta-feira, Blair se tornará o quarto líder britânico a discursar nas duas câmaras do Congresso americano, repetindo o que já havia ocorrido com Margaret Thatcher, Winston Churchil e Clement Atlee. Blair vai utilizar o discurso histórico no Congresso americano para pedir que Estados Unidos e Europa façam tudo o que for possível para se unir. Segundo o premiê, quando as duas potências trabalham juntas, o mundo se torna um lugar mais próspero e seguro. Blair e Bush devem ainda manter uma conversa em particular sobre os recentes ataques a tropas americanas e britânicas no Iraque. |
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