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Londres reafirma que Iraque tentou comprar urânio
O governo britânico reafirmou sua acusação de que o Iraque tentou comprar urânio da África, apesar de a Casa Branca ter admitido que a informação não tem fundamento. Em uma carta dirigida a um parlamentar, o ministro das Relações Exteriores britânico, Jack Straw, disse que o país tinha informações adicionais para basear a sua acusação de que o governo de Saddam Hussein tentou comprar urânio do Níger para o seu suposto programa nuclear. Straw disse que a informação não foi passada para o governo americano. Ela teria vindo de um serviço estrangeiro de espionagem que não pode ser identificado. A acusação contra o Iraque foi usada pelo governo dos dois países na justificativa para a guerra, mas os americanos admitiram recentemente que ela não tinha fundamento, o que gerou uma crise dentro do governo Bush. Popularidade Os democratas se aproveitaram da situação para questionar a autoridade do presidente americano, que citou pessoalmente o caso do urânio em um discurso. Uma nova pesquisa de opinião pública diz que o apoio à forma como Bush tratou a questão do Iraque caiu nove pontos percentuais para 58%. A acusação da ligação entre o Iraque e o urânio do Níger foi feita publicamente pela primeira vez em setembro do ano passado, em um dossiê do governo britânico. Ela foi então citada por Bush no seu discurso do Estado da União, em janeiro deste ano, fato que a Casa Branca hoje admite ter sido um erro. Viagem Descobriu-se agora que, muito antes desse discurso, em fevereiro de 2002, o embaixador americano Joseph Wilson, hoje aposentado, foi enviado pela CIA (agência de espionagem americana) para checar a acusação. Ele disse que ela era infundada. O governo britânico disse não ter sido informado da viagem de Wilson e disse ter obtido informações de uma segunda fonte que cofirmam a acusação relatada em seu dossiê. Em uma carta para o parlamentar Donald Anderson, que preside a Comissão de Assuntos Internacionais da Câmara dos Comuns, o chanceler Straw escreveu: "A CIA mostrou reservas para nós sobre esse elemento do dossiê de setembro. No entanto, o comentário americano não foi explicado, e as autoridades britânicas estão confiantes de que a declaração do dossiê foi baseada em informações confiáveis que nós não dividimos com os Estados Unidos... A decisão foi portanto de mantê-la." Straw não deu detalhes sobre a origem da informação. |
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