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Bush e Blair defendem decisão de ir à guerra contra o Iraque
"Não estamos errados." Assim falaram o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, ao defender a decisão de ir à guerra contra o Iraque, apesar de não terem sido encontradas armas de destruição em massa no país. Não foi provado que estamos errados", assinalou Bush, em uma entrevista coletiva junto com o premiê britânico durante a visita de Blair a Washington, nesta quinta-feira. "Saddam possuía armas químicas e biológicas. Acredito firmemente que ele estava procurando reconstruir seu programa de armas nucleares. E lembro aos céticos que em 1991 ficou claro que Saddam Hussein estava muito mais próximo de desenvolver armas nucleares do que ninguém nunca havia imaginado, acrescentou o presidente americano. História Da sua parte, o primeiro-ministro britânico reiterou o que falara horas antes em uma sessão no Congresso dos Estados Unidos. Ele disse que estava absolutamente convencido de que houve motivos para afastar à força o presidente iraquiano Saddam Hussein, e que se isso não fosse feito, a história não nos perdoaria. Os dois líderes também se comprometeram a prosseguir com o trabalho de reconstrução do Iraque, apesar de a tarefa estar se mostrando muito mais complexa do que se esperava. Blair chegou aos Estados Unidos em meio à polêmica a respeito de um relatório sobre uma suposta tentativa, por parte do Iraque, de adquirir urânio de um país africano, o Níger. A informação, até agora não confirmada, foi incluída no discurso de Bush sobre o Estado da União, proferido pelo presidente americano em janeiro. A Casa Branca admitiu que a informação não deveria ter sido incluída no discurso. O primeiro-ministro britânico, porém, insistiu que considerou genuínas as informações que recebeu do serviço de inteligência britânico. Dados sólidos Bush disse que considerou que o relatório britânico continha dados de inteligência sólidos e criticou aqueles que continuam sem acreditar que Saddam Hussein representava um perigo. Ele era uma ameaça. Eu me responsabilizo por ter enfrentado essa ameaça, disse o presidente americano. Outro tema que foi discutido entre os dois líderes em Washington foi o destino dos cidadãos americanos mantidos prisioneiros na base americana de Guantánamo, em Cuba. Os britânicos foram detidos por soldados americanos em operações no exterior, entre elas a ofensiva no Afeganistão, em 2001. As autoridades britânicas consideram importante que eles sejam julgados por seus crimes na Inglaterra e não nos tribunais militares que estão sendo criados nos Estados Unidos. Bush se comprometeu a analisar o tema, mas não deu nenhum sinal de qual deve ser sua decisão final. Segundo analistas, Blair sofreu um desgaste político maior por causa da guerra e por não terem sido encontradas, até agora, armas de destruição em massa no Iraque. Por isso, acredita-se que Bush tentará encontrar uma solução para a questão dos prisioneiros de Guantánamo e, assim, ajudar ao seu parceiro. |
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