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CIA assume culpa por erro em discurso de Bush
O diretor da CIA, George Tenet, admitiu nesta sexta-feira que a agência errou ao permitir que o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, incluísse em seu discurso acusações de que o Iraque buscava material nuclear na África. Analistas colocaram em dúvida a veracidade dessas informações antes mesmo do discurso, mas a agência de espionagem americana analisou o discurso e deixou a informação passar, segundo o seu diretor. Bush, em visita oficial de cinco dias à África, negou que sabia que estava utilizando informações falsas quando defendeu a proposta de ir à guerra com o Iraque. Em Uganda, Bush disse que tudo o que foi dito em seu discurso do "Estado da União", em janeiro, havia sido aprovado pela CIA. Urânio A conselheira nacional de Segurança da Casa Branca, Condoleezza Rice, já havia dito também disse que a CIA tinha aprovado o discurso em que Bush acusou o Iraque de tentar comprar urânio do Níger antes da guerra. "A CIA revisou o discurso inteiramente", disse Rice, a caminho de Uganda, onde participa de giro pela África com o presidente Bush. No começo desta semana, a Casa Branca reconheceu pela primeira vez que a afirmação sobre o Iraque ter tentado comprar urânio do Níger poderia estar errada. Na quinta-feira, a imprensa dos Estados Unidos havia reportado que o governo teria ignorado um pedido da CIA para que removesse a acusação do discurso. "O governo britânico foi informado de que Saddam Hussein, recentemente, procurou quantidades significativas de urânio na África", disse Bush naquela época. De acordo com Rice, se alguém tinha alguma dúvida sobre aquela informação, essa dúvida não foi repassada ao presidente. "Alguns detalhes sobre quantidade e lugar foram retirados (pela CIA)", disse. "Com as mudanças naquela sentença, o discurso estava corrigido." O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, disse que os serviços de inteligência da Grã-Bretanha se responsabilizaram pela afirmação. |
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