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CIA: Bush sabia de fraude sobre Iraque há mais de um ano
A CIA avisou o governo americano de que informações sobre o suposto programa nuclear do Iraque eram falsas há mais de um ano, bem antes de o presidente George W. Bush usá-las para justificar a guerra, segundo apuração da BBC. Dúvidas sobre a informação de que o Iraque tinha tentado comprar urânio do Níger, na África, foram divulgadas dez meses antes de Bush incluir a informação em seu discurso do "Estado da União" deste ano, em que o presidente expõe o que pretende fazer no período. Na terça-feira, a Casa Branca admitiu pela primeira vez oficialmente que a informação sobre o Níger era falsa e não deveria ter sido usada no discurso de Bush em janeiro. Mas a CIA, a agência de espionagem americana, afirmou que um ex-diplomata americano já havia chegado à conclusão de que a acusação contra o Iraque era falsa em março de 2002 e que essa informação tinha sido passada para a Casa Branca muito antes de Bush tê-la incluído no discurso. Diplomata No fim de semana passado, o ex-diplomata Joseph Wilson disse que viajou para a África na época da divulgação das acusações para investigar o caso e não descobriu nenhuma pista que embasasse as acusações. Agora a CIA diz que a apuração de Wilson tinha sido informada à Casa Branca em março de 2002. Isso indica que o governo americano teria sabido disso bem antes do discurso de Bush e não logo depois dele. Em resposta a essa nova descoberta, uma autoridade do governo americano disse que a Casa Branca recebe centenas de relatórios de espionagem diariamente e que não havia provas de que essa informação tivesse sido passada ao presidente. No Congresso, os democratas (oposição) exigem uma investigação completa sobre as informações de espionagem que embasaram a guerra. Eles querem saber se Bush usou informações que sabia serem falsas ou pouco confiáveis. Programa nuclear Baseados na espionagem britânica, tanto Bush quando o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, mencionaram a informação de que o Iraque estaria tentando comprar urânio do Níger para tentar criar um programa de armas nucleares. Blair está sendo investigado pelo Parlamento britânico sobre a credibilidade dos seus argumentos para ir à guerra contra o Iraque. Nos Estados Unidos, aumentam as dúvidas sobre o uso do serviço de espionagem pelo governo. O presidente Bush falou ao Congresso sobre a suposta venda do urânio para o Iraque, mas descobriu-se depois que os documentos que embasavam a acusação eram falsos. BBC Em um outro desdobramento na polêmica sobre os argumentos citados por Estados Unidos e Grã-Bretanha para justificar a guerra no Iraque, a BBC se recusou a revelar a identidade da fonte que acusou o governo britânico de exagerar o potencial da ameaça representada pelo regime de Saddam Hussein. A recusa foi uma resposta à proposta do ministro da Defesa britânico, Geoff Hoon, que manifestou a intenção do governo de revelar o nome do funcionário que teria repassado informações sobre as supostas armas iraquianas a um repórter da BBC. Em troca, o ministro queria que a BBC revelasse se o funcionário foi a fonte utilizada na reportagem sobre o assunto. A BBC, no entanto, rejeitou a idéia e afirmou que jornalistas não podem ser forçados a revelar suas fontes. |
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