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Atualizado em: 10 de julho, 2003 - 21h28 GMT (18h28 Brasília)
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Recruta Lynch 'não foi baleada ou esfaqueada'
Jessica Lynch, recruta americana
O resgate transformou Lynch em heroína nos EUA

Um relatório do Pentágono sobre a captura da recruta americana Jessica Lynch revelará que ela não foi baleada ou esfaqueada pelos iraquianos durante a guerra.

Havia sido divulgado que Lynch, de 19 anos, teria quebrado os braços, uma perna e sofrera ferimentos a bala quando o veículo em que viajava caiu em uma emboscada no começo do conflito no Iraque.

O resgate da recruta, por forças especiais americanas, foi registrado em imagens e se tornou um dos incidentes mais marcantes da guerra.

Mas nas conclusões do relatório, que ainda não foi divulgado oficialmente, deve constar que Lynch ficou ferida em um acidente de carro.

Captura

Detalhes da captura da recruta surgiram logo depois de seu dramático resgate, em março.

Sua unidade teria tomado a rota errada e sido atacada por forças iraquianas. Nove soldados americanos morreram na emboscada.

Notícias divulgadas nos meios de comunicação sugeriram que ela havia sido esfaqueada e baleada, antes de ser levada a um hospital controlado pelos soldados iraquianos.

Embora fontes do Pentágono na época não confirmassem essas notícias, fizeram pouco para negá-las, segundo o correspondente da BBC em Washington, Fergal Parkinson.

Mas, depois de uma investigação do Exército, o Pentágono afirmará que a recruta ficou ferida quando o veículo em que viajava bateu, ao ser atingido por um projétil.

Tratamento

O relatório também deve concluir que Lynch não foi baleada nem esfaqueada.

Médicos iraquianos em Nasiriya disseram à BBC que tinham oferecido o melhor tratamento possível à recruta em meio à guerra.

A médica Harith a-Houssona, que cuidou de Lynch, disse que "ela tinha um braço quebrado, uma perna quebrada e um tornozelo deslocado".

"Não havia tiro, não havia bala no corpo dela, nenhum ferimento de faca."

A investigação do Pentágono não incluiu o resgate que, segundo alguns observadores, foi ensaiado.

Um documentário apresentado na BBC afirmou que os militares americanos sabiam que não havia forças iraquianas patrulhando o hospital e disse que, segundo um médico, os soldados usaram balas de festim para "transformar em show" a operação.

Hollywood

Anmar Uday, médico do hospital onde Lynch foi atendida, disse: "Foi como um filme de Hollywood. Eles gritavam: ´Vai, vai, vai´, com armas que só faziam barulho".

"Eles fizeram um show para o ataque americano no hospital - filmes de ação como os de Sylvester Stallone ou Jackie Chan."

Mas o Pentágono negou o uso de balas de festim, dizendo que todos os procedimentos usados foram de acordo com as operações normais quando há ameaça de encontrar forças hostis.

A recruta Lynch nunca falou sobre o assunto.

Os médicos dizem que ela não se lembra da captura e provavelmente jamais se lembrará.

Lynch ainda está tratando dos ferimentos.

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