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Israel e palestinos retomam negociações de segurança | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Representantes israelenses e palestinos anunciaram que vão retomar o diálogo sobre segurança com o objetivo de pôr fim ao recente ciclo de violência, que esta semana deixou cerca de 60 mortos em Israel e nos territórios palestinos. Um dos assuntos em pauta é uma proposta israelense para começar a desocupar áreas da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, como previsto no plano de paz para o Oriente Médio conhecido como "Rota da Paz". Em contrapartida, os palestinos iriam reprimir a violência. Um correspondente da BBC em Jerusalém disse que os dois lados estão sob intensa pressão dos Estados Unidos e do Egito para retomar as negociações. Mais cedo, o ministro palestino da Informação, Nabil Amr, disse que a Autoridade Palestina está pronta para assumir a responsabilidade pela segurança em qualquer área a ser desocupada por Israel. Visita A decisão foi tomada no momento em que o enviado especial dos Estados Unidos para o Oriente Médio, John Wolf, se prepara para visitar a região para discutir o plano de paz. Na sexta-feira, helicópteros do Exército israelense voltaram a bombardear a Faixa de Gaza, poucas horas depois de suas forças terem matado um militante do Hamas e ferido outros 26 palestinos. Não há informações de baixas no mais recente ataque – o sétimo contra integrantes de grupos islâmicos nesta semana. Os ataques aconteceram poucas horas depois que o secretário de Estado americano, Colin Powell, fez um apelo para Israel moderar sua resposta a ataques palestinos. A vítima desta sexta-feira foi Juad al-Lidawi, que fazia parte do braço armado do Hamas. Calma Segundo um correspondente da BBC em Gaza, o carro em que Al-Lidawi estava explodiu perto da casa do xeque Ahmed Yassin, líder do braço armado do Hamas. Três pessoas estariam dentro do veículo. Os ataques dos últimos dias foram resposta a um atentado contra um ônibus que deixou pelo menos 16 mortos em Jerusalém. Nesta sexta-feira, Colin Powell havia dado uma entrevista pouco antes a repórteres em Washington pedindo calma a Israel. "Estamos todos ansiosos para ver moderação e entendemos que é importante combater o terror", disse. Compromisso Powell também afirmou acreditar que líderes dos dois lados (palestinos e israelenses) ainda estão comprometidos com o plano de paz proposto pelos Estados Unidos, ONU, Rússia e União Européia. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, havia defendido que tropas de paz fossem enviadas à região, mas a idéia parece não ter decolado em Washington. Powell deixou a proposta de lado ao dizer que o principal a ser feito era os dois lados começarem a cumprir suas obrigações. Ao ser questionado sobre o motivo de não ter repetido suas críticas aos ataque de helicóptero de Israel, Powell deu a entender que deveria ter criticado de forma privada. |
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