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Ataques de Israel alimentam revolta de civis palestinos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os seguidos ataques de helicóptero de Israel contra alvos do Hamas em território palestino têm aumentado na população local o sentimento de revanche. James Rodgers, correspondente da BBC na Faixa de Gaza, conversou com vários moradores da região. Um dos entrevistados, Mohammed Abu Arab, de 33 anos, é dono de uma loja perto de onde um míssil foi lançado. Assustado, com curativos nas mãos e nos pés, ele gritava que Israel não queria a paz: "Eles são mais fortes do que nós com seus aviões e tanques. Nós somos civis". Funeral Antes do ataque de quinta-feira, aproximadamente 30 mil pessoas foram ao enterro de dez palestinos mortos anteriormante em Gaza. Entre as lágrimas, havia promessas de revanche, mas também preocupação sobre novas investidas. "Nós temos medo da escalada da violência", disse Abdullah Mahmud à agência de notícias Reuters. "Acho que eles vão aumentar a pressão com mais e mais violência e terrorismo contra os palestinos, mas nosso povo irá continuar com a resistência e a guerra santa." Ele também disse que o futuro seria mais difícil depois da promessa do primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, de combater organizações como o Hamas. O líder espiritual do grupo islâmico, Sheikh Ahmed Yassin, que compareceu ao funeral, ameaçou dizendo que, como resultado das tentativas de Israel de matar lideranças do movimento, o Hamas iria mirar em cada cidadão israelense. Hospital Logo depois do primeiro ataque, em frente ao hospital onde estava o líder ferido Abdel-Aziz Al-Rantissi, seus apoiadores celebraram o fato de ele ter sobrevivido. "Vamos manter a guerra santa e a resistência até mandar embora todos os criminosos sionistas das nossas terras", disse um deles. Numa passeata feita por seguidores da organização, ouviam-se slongans criticando o primeiro-ministro palestino Mahmoud Abbas, também conhecido como Abu Mazen. Segundo o correpondente da BBC em Gaza, Abbas está em uma posição difícil. Uma das obrigações dos palestinos no plano de paz é manter os grupos militantes sob controle. Mas o Hamas e outros rejeitam o plano e descartam o cessar-fogo proposto por ele. Na quarta-feira à noite, depois do terceiro ataque israelense em dois dias, essa posição ganhou mais apoio entre a população civil. Um homem identificado como Halima, de 63 anos, que visitava um amigo ferido num hospital, disse que Abbas deveria interromper as conversas com Israel. "Eles falharam na missão." |
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