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Atualizado às: 10 de agosto, 2006 - 23h58 GMT (20h58 Brasília)
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Ações de empresas de aviação caem após alerta
Aviso de vôos cancelados em Heathrow
Companhias aéreas vinham se recuperando de tempos difíceis
Os preços das ações de empresas aéreas e de turismo caíram na Grã-Bretanha após a Scotland Yard anunciar que conseguiu interromper um plano para explodir aviões que fariam o percurso entre a Grã-Bretanha e os Estados Unidos.

A segurança em todos os aeroportos da Grã-Bretanha foi reforçada e vôos foram cancelados, provocando grandes atrasos e temores de que os problemas vão prejudicar os negócios.

O preço do petróleo também caiu devido ao temor de que as notícias dos planos frustrados de ataque possam diminuir a quantidade de viagens aéreas nos próximos meses, cortando o consumo de combustível.

Nos Estados Unidos o preço do barril do petróleo leve caiu US$ 2,35, fechando o dia em US$ 74.

O índice da Bolsa de Londres, o FTSE-100 - que lista as ações das cem maiores companhias do mercado londrino -, registrou queda de 37,1 pontos, para 5.823, com as ações da British Airways registrando 5,06% de queda.

Outras empresas do setor de transporte aéreo que operam na Grã-Bretanha acumularam perdas, mas não tão fortes. É o caso da Ryanair, cujas ações caíram 1,46%, e da Ferrovial – empresa controladora da Autoridade Britânica de Aviação (BAA, na sigla em inglês), cujas ações tiveram queda de 1,53%.

A British Airways disse que é muito cedo para estimar o prejuízo do problema, acrescentando que ela suspendeu temporariamente todos os vôos domésticos e para a Europa que pousariam ou decolariam do aeroporto de Heathrow.

Estados Unidos

Nos Estados Unidos, no entanto, analistas disseram esperar que os efeitos das notícias vindas do outro lado do Atlântico fossem de curto prazo e os investidores não foram tão influenciados por elas.

As ações das três empresas aéreas americanas envolvidas na ameaça de ataques tiveram quedas no início do pregão na bolsa de Nova York, mas depois recuperaram a maioria de suas perdas.

As ações da Continental Airlines tiveram uma queda de US$ 0,35 e fecharam a US$ 23,86, as da UAL (empresa controladora da United) cairam US$ 0,31 para fechar em US$ 23,52, e a da AMR, controladora da American Airlines, encerrou o dia sem alterações a US$ 28,88.

O inídice Dow Jones da Bolsa Nova-Iorquina encerrou o dia em alta de 0,44%.

Recuperação

A preocupação de muitas empresas é a de que, enquanto no curto prazo os custos fiquem limitados a alguns dias, no longo prazo os consumidores criem um temor que as obrigue a cancelar viagens e adiar planos de férias.

As empresas de viagens passaram por uma fase muito difícil após os ataques de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, e qualquer queda na demanda de consumidores pode afetar receitas que já estão sob pressão por causa dos altos preços dos combustíveis.

De acordo com o consultor de empresas aéreas Derek Jewson, cerca de milhares de pessoas chegam a Londres por ar todos os dias para fazer negócios na cidade e qualquer alteração no tráfego aéreo prejudica muitas empresas de serviços, como as de táxi.

O alerta em Heathrow ocorre em um momento em que a indústria de turismo mundial começava a se recuperar de uma depressão causada por ataques terroristas anteriores, as preocupações com a Sars e o tsunami na Ásia.

De acordo com um relatório do grupo de turismo VisitBritain, o número de visitantes americanos e australianos na Grã-Bretanha aumentou 9% nos primeiros seis meses de 2006 em comparação com o ano anterior, enquanto que a quantidade de turistas do Leste europeu cresceu 6%.

Henk Potts, estrategista de ações da Barclays Stockbrokers, disse que a mais recente tentativa de ataque a bomba destaca os "riscos em investir no setor aéreo".

Porém, ele acrescentou que os "mercados tendem a se recuperar bem".

"Quando vimos os eventos no passado, como os ataques a bomba em Londres, as ações se recuperaram", explicou Potts.

"Você sempre verá uma venda de ações baseada nas manchetes de hoje, mas investidores e analistas agora vão esperar para ver a profundidade da questão", disse ele.

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