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Atualizado às: 26 de abril, 2006 - 22h03 GMT (19h03 Brasília)
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Chávez, Kirchner e Lula querem Bolívia em gasoduto
O presidente argentino, Néstor Kirchner e o presidente Lula
Lula vestiu a camisa do Racing, o time de Néstor Kirchner
Os presidentes do Brasil, da Argentina e da Venezuela se reuniram nesta quarta-feira, em São Paulo, para reavaliar os planos de construção de um gasoduto que deve passar pelos três países e acenaram para a possibilidade de que a Bolívia se incorpore ao projeto.

De acordo com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Néstor Kirchner e Hugo Chávez aprovam a participação de outros países sul-americanos na construção do gasoduto.

"Naturalmente, o projeto envolverá outros países", afirmou Amorim, que citou a Bolívia de forma específica e disse que novos parceiros do projeto poderiam participar das discussões sobre a obra após a conclusão dos estudos técnicos, em agosto.

Na chegada ao encontro, o venezuelano Hugo Chávez cumprimentou Lula e Kirchner e afirmou "somos os três mosqueteiros". Pouco antes, o presidente da Venezuela já havia defendido a participação da Bolívia no projeto do gasoduto.

Segundo Chávez, os dados preliminares dos estudos técnicos "demonstram a necessidade de incorporar a Bolívia, o mais rápido possível, ao projeto, em virtude de tratar-se de uma nação que conta com grandes reservas de gás".

Ao final da reunião dos três líderes em São Paulo, o ministro do Planejamento da Argentina, Julio de Vido, afirmou à Télam (agência de notícias oficial do governo argentino) que Lula, Chávez e Kirchner "concordaram em convidar a Bolívia para a construção do gasoduto".

A Bolívia possui a segunda maior reserva de gás natural da América do Sul, estimada em 48,7 trilhões de pés cúbicos. A primeira é a venezuelana, avaliada em 151 trilhões de pés cúbicos.

Integração

O esboço do projeto prevê que o gasoduto parta da região de Puerto Ordaz, na Venezuela, em direção a Manaus. De lá, cruzaria o Brasil até chegar ao Uruguai e à Argentina.

A nova obra se integraria à infra-estrutura de transporte de gás que já existe na região, incluindo trechos do gasoduto entre Brasil e Bolívia.

As estimativas são de que o gasoduto teria uma extensão de entre 8 e 10 mil quilômetros e um custo de mais de US$ 20 bilhões. Depois de concluído, transportaria diariamente 150 milhões de metros cúbicos de gás natural da Venezuela.

"O projeto será a coluna vertebral da integração latino-americana", afirmou Chávez, em São Paulo. De acordo com o líder venezuelano, a obra garantirá "20 anos de energia plena para todo o sul da América".

Especialistas afirmam que o projeto representa um grande desafio técnico devido às áreas por onde vai passar, incluindo trechos na região amazônica.

Além disso, a Venezuela teria que investir no desenvolvimento e na ampliação da exploração de suas reservas de gás para atender à demanda do gasoduto.

Comunidade Andina

Em meio à discussão sobre a viabilidade do projeto do gasoduto, Chávez também comentou em São Paulo a decisão da Venezuela de deixar a Comunidade Andina de Nações (CAN), que também tem como membros Bolívia, Colômbia, Peru e Equador.

Na semana passada, o presidente venezuelano anunciou que seu país vai abandonar o bloco em protesto contra os tratados de livre comércio com os Estados Unidos assinados por Peru e Colômbia.

Nesta quarta-feira, Chávez procurou diminuir o impacto da decisão nas relações entre Venezuela e Colômbia. O líder venezuelano disse que os países que assinaram os acordos com os Estados Unidos são tão soberanos como a Venezuela e, portanto, sua decisão deve ser respeitada.

"São coisas de Estado, de soberania dos Estados", afirmou. "Respeito profundamente a soberania da Colômbia e a legitimidade do governo de Uribe. Somos amigos e estou certo de que seguiremos conversando."

Na terça-feira, o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, também passou pelo Brasil para se reunir com Lula. Durante o encontro, o líder colombiano teria pedido a ajuda do governo brasileiro para contornar a crise na CAN.

No entanto, o assessor especial de assuntos internacionais do presidente Lula, Marco Aurélio Garcia, afirmou que o Brasil não pretende interferir nas relações entre os países do bloco andino.

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