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Atualizado às: 19 de janeiro, 2006 - 21h07 GMT (19h07 Brasília)
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EUA querem debilitar integração regional no sul, diz Chávez

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse nesta quinta-feira, ao sair do encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o colega argentino, Néstor Kirchner, que os Estados Unidos têm como estratégia "debilitar os esforços" para a integração regional no sul.

Chávez respondia a uma pergunta da imprensa sobre qual seria a estratégia do Estados Unidos ao buscar um acordo comercial com o Uruguai, membro do Mercosul.

"Os Estados Unidos sempre tiveram a estratégia de debilitar todo o empenho unitário do sul, desde os tempos de Bolívar. Os Estados Unidos vão implementar qualquer tipo de iniciativa para tratar de debilitar o que não vão poder debilitar, a união do sul", afirmou ele.

Chávez disse que não há problema em que países firmem acordos comerciais "soberanos" com os EUA, mas que "é muito difícil firmar um acordo com a primeira potência do mundo, uma potência imperialista, que atropela as liberdades".

Membro do Mercosul

O presidente venezuelano foi o único dos três presidentes a falar com a imprensa na saída da Granja do Torto, em Brasília, no final da reunião trilateral entre Brasil, Argentina e Venezuela.

Na entrevista, Hugo Chávez afirmou que o seu país já se pode dizer membro pleno do Mercosul. "Só falta tramitar as coisas técnicas", acrescentou.

Chávez celebrou o Mercosul, pregou a união sul-americana e delineou propostas para a integração continental que, segundo ele, os presidentes concordaram em implementar. Ele expressou essas idéias sem sair de um contexto de contraposição com os Estados Unidos.

Ele afirmou que propôs e os presidentes concordaram, "em primeira instância", com a criação de um "conselho de Defesa sul-americano", onde o continente se reúna para elaborar a estratégia defensiva.

Segundo Chávez, seria "uma organização militar sul-americana", como a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), "inclusive para nos proteger das ações da CIA", o serviço secreto dos EUA.

Ele também defendeu a criação do Banco do Sul, um banco continental para financiar projetos de desenvolvimento, socorrer países em crise e combater a pobreza.

Nesse banco, Brasil, Argentina e Venezuela, "os três do sul", segundo Chávez, poderiam depositar parte das suas reservas.

"São duas as opções: a Corporação Andina de Fomento se transformaria no Banco do Sul, ou criariamos algo totalmente novo. O certo é que a decisão política está expressada", disse.

Sobre o gasoduto continental, Chávez anunciou que haverá em meados deste ano na Venezuela o lançamento público do projeto, para o qual todos os países a serem beneficiados com a infra-estrutura seriam convidados.

Antes disso, os três presidentes voltam a se encontrar em Mendoza, na Argentina, em março, para discutir o tema.

"Agora, chegou o dia da América do Sul", disse o presidente.

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