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Futuro incerto derruba ações da GM na bolsa | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As ações da General Motors voltaram a fechar em queda na bolsa de Nova York nesta terça-feira, como efeito do anúncio de 30 mil demissões e fechamento de 12 fábricas da companhia na América do Norte. As ações terminaram o dia em US$ 23,27, o que representa uma queda de US$ 0,31 em relação a segunda-feira, mas uma ligeira recuperação em comparação com o início do dia, quando as ações da empresa eram negociadas a US$ 22,83. Desde o início de 2005, o valor das ações acumula queda de 40%. Os analistas do mercado de automóveis continuam céticos sobre uma reviravolta na situação da companhia. A despeito das demissões e do fechamento de fábricas, muitos acreditam que a GM sofrerá para evitar uma falência. O analista Ron Tadross, do Bank of América, disse que há 40% de chance de que isso ocorra nos próximos dois anos. Reestruturação Para o analista John Casesa, da consultoria Merrill Lynch, as perdas de empregos foram apenas o início de um longo processo de reestruturação. O enxugamento nas operações da GM se tornou crucial para a companhia enfrentar uma série de problemas. Entre as dificuldades, a empresa tem se deparado com crescentes custos no seguro-saúde de seus empregados, a redução na sua fatia no setor automobilístico e uma acirrada competição com montadoras japonesas tais como Toyota, Honda e Nissan, que tomaram quase um terço do mercado americano de carros. O corte na força de trabalho da GM deve afetar a confiança dos consumidores à medida que as pessoas percebem que se torna mais difícil encontrar emprego seguro que ofereça boas pensões e benefícios como o seguro-saúde. "A esperança foi reduzida, o futuro é incerto e as comunidades estão menos estáveis", disse o sindicato United Auto Workers. Efeitos nas comunidades A redução nos empregos da GM afetarão comunidades em diferentes partes dos Estados Unidos, e não apenas no Estado de Michigan, onde fica a sede da montadora. "Todas as cidades onde há uma fábrica da GM fechando verão sua economia local levar um tombo", disse o especialista no setor de carros John Challenger. Contudo, analistas dizem que a economia dos EUA como um todo é forte o suficiente para absorver as perdas de emprego na GM. Embora prejudicada pelo furacão Katrina, a economia do país criou 4 milhões de vagas de trabalho nos últimos dois anos e deve crescer em mais 200 mil empregos por mês durante 2006. |
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