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General Motors paga US$ 2 bi para não comprar Fiat | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A montadora americana General Motors vai pagar US$ 2 bilhões (mais de R$ 5,3 bilhões) para não ser obrigada a comprar a montadora italiana Fiat. O pagamento permite o cancelamento de um acordo feito há cinco anos, quando a GM comprou uma participação na Fiat. Os termos do negócio fechado em 2000 previam que a Fiat poderia obrigar a GM, que detém 10% da montadora italiana, a comprar os restantes 90%. A compra deixaria a GM com uma dívida de US$ 10 bilhões, valor do débito da montadora italiana. "Liberdade" O pagamento, porém, não significa o fim do acordo operacional e de cooperação entre as duas empresas, que cotinuarão trabalhando juntas na produção de motores. A Fiat vai continuar a fornecer motores a diesel para a GM, o que ajudaria a reduzir as dívidas da empresa italiana. "Agora temos absoluta liberdade para planejar nosso futuro", disse o executivo-chefe da Fiat, Sergio Marchionne. Analistas dizem que a Fiat parece ter se saído bem nas negociações, embora existissem previsões de que o pagamento chegasse a 2 bilhões de euros (o valor pago ficou em 1,55 bilhão de euros). A Fiat deve receber 1 bilhão de euros à vista e outros 550 milhões de euros em 90 dias. A montadora é a maior empregadora privada da Itália e, se não tivesse sido fechado um acordo, haveria sérias conseqüências para milhares de trabalhadores e para a economia italiana. Negociações iniciais não conseguiram ser concluídas em 1º de fevereiro, data que as duas empresas tinham se imposto para fechar um acordo. Aliança A aliança entre as duas empresas foi uma alternativa à venda da Fiat. A montadora alemã DaimlerChrysler queria comprar a Fiat, mas o patriarca da empresa, Gianni Agnelli, não quis abrir mão do controle. O acordo com a GM incluía a troca de 6% do capital da empresa americana por 20% do da Fiat. Além disso, dava à montadora italiana a opção de venda do resto da empresa à GM entre janeiro de 2004 e julho de 2009. Apesar do acordo, a Fiat não conseguiu se recuperar e continuou a ter prejuízo e perder participação do mercado. A GM já enfrenta dificuldades com as suas subsidiárias européias Opel e Saab. Em 2003, a Fiat vendeu a metade de sua subsidiária financeira e se recapitalizou, reduzindo a participação da GM para 10% do capital. |
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