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Fiat anuncia novo executivo-chefe e ações sobem | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O conselho de administração do Grupo Fiat escolheu Sergio Marchionne como executivo-chefe, em substituição a Giuseppe Morchio, que deixou o cargo depois das mudanças na direção do conglomerado na semana passada. O grupo, dono da montadora Fiat Auto que enfrenta dificuldades, escolheu um novo presidente e dois novos membros da família Agnelli para a sua diretoria na semana passada. Marchionne tem a reputação de ter recuperado empresas em dificuldades, algo que ele vai precisar na Fiat. As ações da empresa caíram na segunda-feira, mas se recuperaram depois que surgiram boatos de que ele era o favorito para o posto. Lucro Marchionne, que era executivo-chefe da Société Générale de Surveillance (SGS), empresa suíça de sistemas de controle de qualidade, entrou no conselho da Fiat em 2003. É atribuído a Marchionne, a melhora na lucratividade da SGS nos dois anos em que esteve sob seu comando. Antes disso, ele reestruturou o grupo químico suíço Lonza, cujo conselho preside. "Ele faz", disse David Loggia, administrador de recursos do fundo Carmignac Gestion, com sede em Paris. Marchionne enfrenta uma tarefa difícil na Fiat Auto, que vem tendo prejuízos, luta para reverter a tendência de perda de participação no mercado de automóveis e já demitiu 8 mil empregados desde o fim de 2002. Equipe Marchionne vai trabalhar com o novo presidente da Fiat, Luca Cordero di Montezemolo, que foi indicado para o cargo depois da morte de Umberto Agnelli, de câncer, na semana passada. Montezemolo agiu rapidamente na segunda-feira para confirmar aos investidores que ele manteria o plano de reestruturação da empresa iniciado por Agnelli. Em um encontro com banqueiros italianos, Montezemolo prometeu "levar adiante o plano de reestruturação" iniciado por seu antecessor e indicar um novo executivo-chefe "sem hesitação". "A equipe está aí e é forte", acrescentou. Garantias As ações da Fiat subiram quase 4% nesta terça-feira ainda antes da reunião do conselho administrativo, um sinal de que estava diminuindo a preocupação dos investidores com a saída de Morchio. Ele estava fortemente associado com o plano de reestruturação da Fiat. Montezemolo foi executivo-chefe da Ferrari, a subsidiária de carros esportivos de luxo da Fiat, que se recuperou durante a administração dele. O conselho da Fiat espera que ele repita o desempenho. Um dos maiores credores da Fiat, Banca Intesa, disse que continuaria a apoiar o grupo, mas analistas do setor de automóveis e credores vêm destacando a importância do plano de reestruturação do grupo. Na nota em que pediu demissão, Morchio disse que o plano de reestruturação tinha "começado a mostrar seus primeiros resultados positivos depois de 15 meses de dedicação total e intenso trabalho da equipe de Umberto Agnelli". Empresa familiar As mudanças na diretoria da Fiat foram acompanhadas de sinais de que a família Agnelli – que detém 30% da Fiat – está aumentando seu controle sobre o grupo. John Elkann, de 28 anos, o herdeiro do império Agnelli, foi indicado vice-presidente, e o filho de Umberto Agnelli, Andrea, vai fazer parte do conselho da empresa. O novo executivo-chefe da Fiat tem ligações com a família Agnelli. Segundo o jornal Financial Times, 23,8% do capital da SGS pertence ao grupo francês Worms & Cie, controlado pela Ifil, uma holding da família Agnelli. A saída de Marchionne atingiu a SGS, que pediu a suspensão temporária dos negócios com suas ações nesta terça-feira, depois que surgiram os rumores da ida dele para a Fiat. Nos primeiros três meses de 2004, a Fiat comunicou que teve prejuízo de 158 milhões de euros (US$ 187 milhões, cerca de R$ 590 milhões). |
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