|
Presidente da Fiat, Umberto Agnelli, morre na Itália | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Umberto Agnelli, o presidente da fabricante de automóveis Fiat, morreu na Itália, segundo informações da polícia do país. Agnelli, de 69 anos, tinha câncer. Agnelli assumiu o cargo de presidente da empresa em fevereiro de 2003, após a morte de seu irmão, Gianni Agnelli, legendário dirigente do grupo italiano, que havia morrido em janeiro do mesmo ano. A morte de Umberto Agnelli acontece na mesma época em que o conglomerado italiano, uma das maiores empresas da Itália, tenta voltar a se posicionar no mercado após a queda nas vendas nos últimos anos. A doença de Agnelli fez com que ele não pudesse comparecer ao encontro anual da empresa no dia 11 de maio, quando foram anunciadas as perdas do primeiro trimestre. Império Antes de se tornar presidente da Fiat, Agnelli era diretor da holding IFIL, da família Agnelli, que detém o controle da Fiat, com 30% do capital. Ele foi considerado uma escolha conservadora para suceder Gianni Agnelli, que foi o presidente da empresa por 30 anos, construindo um império mundial. A morte de Umberto Agnelli pode enfraquecer a ligação entre a família Agnelli e a Fiat, criada há mais de cem anos. Enquanto Agnelli adotou uma estratégia de recuperar as vendas de carro da empresa, as grandes dívidas e o fraco desempenho nas vendas aumentaram a pressão para colocar a empresa à venda. Os bancos da Fiat têm a opção de converter as dívidas de 3 bilhões de euros em ações no ano que vem, o que faria com que eles se tornassem os principais acionistas. A empresa também tem como acionista a gigante americana General Motors, que, em 1996, adquiriu 20% do capital da Fiat Auto em troca de 6% de suas próprias ações. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||