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China promete reduzir superávit com os EUA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da China, Hu Jintao, prometeu reduzir o superávit de seu país no comércio com os Estados Unidos, uma questão que tem provocado atritos nas relações entre os dois países. Hu disse que a China está querendo adotar medidas efetivas para aumentar as importações de produtos americanos e reduzir o desequilíbrio. A preocupação com o aumento do volume de produtos chineses importados pelos Estados Unidos vem crescendo por causa do impacto sobre a indústria americana. O presidente chinês se encontrou na terça-feira com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, paralelamente à reunião da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. 'Atritos inevitáveis' A conversa entre os dois líderes teve uma pauta ampla, incluindo assuntos econômicos e as ambições nucleares da Coréia do Norte. Antes da reunião com Bush, o presidente da China assegurou que seu país não está buscando um grande superávit comercial com os Estados Unidos. "Estamos querendo trabalhar com (os Estados Unidos) para tomar medidas efetivas para aumentar as importações dos Estados Unidos pela China", disse ele. "Não há como negar que nosso comércio bilateral se desenvolveu muito rapidamente. É inevitável que haja alguns atritos." Algumas indústrias americanas alegam que a concorrência de produtos chineses ameaça a sobrevivência delas, segundo o jornalista da BBC Duncan Bartlett. As lojas americanas estão cheias de roupas, sapatos e brinquedos chineses e o déficit comercial dos Estados Unidos com a China pode chegar a US$ 200 bilhões neste ano. Bartlett observa que, nas vezes, anteriores em que a China manifestou interesse em aumentar importações dos Estados Unidos, eram de produtos de alta tecnologia que os americanos têm preocupação em exportar. Em julho, a China valorizou sua moeda, o yuan, uma iniciativa que foi considerada por Bush como um bom primeiro passo, mas ele disse que mais poderia ser feito para que a moeda chinesa possa flutuar livremente no mercado financeiro. Se os chineses optarem pela livre flutuação, segundo Bartlett, é quase certo que o yuan se valorizaria, aumentando o custo das exportações chinesas. Agenda política Michael Green, uma alto assessor da Casa Branca, disse que os dois presidentes discutiram os programas nucleares do Irã e da Coréia do Norte. Segundo Green, que é um especialista em Ásia do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Estados Unidos e China reafirmam seu compromisso em convencer a Coréia do Norte a desistir de armas nucleares. As negociações com a Coréia do Norte sobre a questão nuclear foram retomadas em Pequim, com a participação de representantes da China e dos Estados Unidos. Em relação ao Irã, segundo Green, Hu apóia o uso de mecanismos diplomáticos para convencer o governo iraniano a desistir de seu projeto para conversão de urano. O líder chinês, no entanto, não assumiu um compromisso claro de apoiar uma iniciativa de levar a possibilidade de sanções contra o Irã ao Conselho de Segurança da ONU. "O tom foi correto, mas as questões específicas e os compromissos específicos ficaram para depois", disse Green. Ele informou ainda que um assessor de Bush passou uma lista de preocupações dos Estados Unidos com os direitos humanos na China ao líder chinês, mas não deu detalhes. O encontro dos dois presidente estava previsto para o início do mês, mas foi adiado pelos americanos por causa do desastre do furacão Katrina. Na terça, o presidente chinês apresentou suas condolências ao povo americano. "Possa o povo americano superar o desastre e reconstruir suas belas casas em breve", disse ele. Bush aceitou convite de Hu para visitar a China em novembro. |
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