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UE aprova acordo sobre têxteis com a China | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O acordo entre a União Européia (UE) e a China para a disputa comercial sobre cotas de importação de produtos têxteis foi ratificado nesta quarta-feira pelos países-membros do bloco europeu. A contenda havia deixado cerca de 75 milhões de peças de vestuário fabricadas na China bloqueadas em portos europeus. O comissário europeu do comércio, Peter Mandelson, disse que a União Européia e a China dividirão a responsabilidade sobre as peças que estão aguardando liberação. Metade dos itens será liberada sem condições, enquanto o restante será subtraído da cota chinesa do próximo ano. As cotas foram impostas depois do aumento nas importações dos produtos têxteis da China. "Guerra do sutiã" Esse aumento foi sentido depois da liberalização das regras do comércio, o que ocorreu no começo deste ano. O acordo acontece após semanas de negociações. Varejistas na Europa que haviam encomendado as mercadorias chinesas, como saias e sutiãs, antes da entrada em vigor do sistema de cotas pressionavam por sua liberação para a venda. Os varejistas temiam que a disputa, apelidada na Grã-Bretanha de "Guerra do Sutiã", pudesse deixá-los sem mercadorias durante o inverno do Hemisfério Norte (dezembro a março). Porém as confecções européias, sentindo-se ameaçadas por produtos mais baratos importados da China, pediram a imposição rigorosa das cotas. Países com uma forte indústria têxtil, como a França e a Itália, temem que produtos baratos importados da China possam provocar desemprego em seu mercado interno. A China havia desrespeitado as cotas de importação européias em seis das dez categorias de produtos têxteis incluídas em um acordo fechado em junho. Na semana passada, os Estados Unidos também impuseram novas restrições às importações de têxteis da China. |
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