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Violência ameaça 'frágil' economia do Iraque, diz FMI | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Fundo Monetário Internacional afirmou em relatório divulgado nesta terça-feira que a violência e as incertezas políticas são os "maiores riscos" para que o Iraque recupere a sua "frágil" economia. Para a instituição, o país precisa urgentemente de uma reforma estrutural nas indústrias petrolífera e financeira para que possa receber mais investimentos em infra-estrutura e serviços sociais e, com isso, reduzir seus níveis de pobreza. Os desafios são muito grandes, segundo o FMI, que elogia, porém, as autoridades iraquianas "por manter um certo grau de estabilidade econômica mesmo sob circunstâncias extremamente difíceis". Essa é a primeira revisão do FMI sobre a economia do Iraque em 25 anos. Elogios As estimativas do FMI são de que a economia do Iraque tenha crescido em quase 50% no ano passado, estimulada, principalmente, pela recuperação de sua indústria petrolífera. O Iraque produziu 737 milhões de barris de petróleo em 2004, de acordo com as autoridades iraquianas. Também é elogiada a iniciativa do governo iraquiano para combater a lavagem de dinheiro e as operações de financiamento ao terrorismo. Mas "muito trabalho precisa ser feito para transformar o Iraque em uma economia de mercado, baseada, firmemente, no caminho para o crescimento sustentável", destaca o FMI. A organização salienta, por exemplo, que o país necessita alcançar um acordo com os seus credores mais ricos para reavaliar os prazos de pagamento de suas dívidas. Em novembro do ano passado, membros do Clube de Paris, grupo de países credores mais ricos, cortaram a dívida do Iraque com eles em 80% até 2008. O FMI aconselha o Iraque a começar as negociações com credores que não pertencem ao Clube de Paris, incluindo países árabes, para negociar acordos semelhantes. |
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